“A Igreja tem de ficar do lado de quem? Ao lado de quem promove a morte ou de quem busca a vida?”, pergunta bispo

Felipe Frazão e José Maria Mayrink – 11 Fevereiro 2019 O grupo de bispos brasileiros que prepara o Sínodo sobre Amazônia, previsto para ocorrer em outubro, em Roma, critica a presença de representantes do governo federal no evento. O cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, d. Cláudio Hummes, um dos mais próximos do papa Francisco, foi indicado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para levar ao Vaticano o pedido do Planalto para participar do encontro, mas ele sugeriu à equipe do presidente Jair Bolsonaro buscar outro interlocutor. “Sugeri que o governo acionasse a Embaixada do Brasil na Santa Sé como contato, pois se trata de uma questão diplomática”, disse ele ao Estado. A reportagem é de Felipe Frazão e José Maria Mayrink, publicada por O Estado de S. Paulo, 10-02-2019.

Um Manifesto que cria confusão. Artigo de Walter Kasper

Walter Kasper – 12/02/2019 – – Foto: Fratres in Unum.com  No Manifesto da Fé, do cardeal Gerhard Müller, “há afirmações gerais que não podem se sustentar, como quando é dito que a consciência dos fiéis não está adequadamente formada. A frase formulada nessa forma genérica é ofensiva para muitos crentes. E o que muitos dirão pensando nos padres acusados de violência? Sua consciência está adequadamente formada? O que devem sentir as vítimas dos abusos quando ouvem uma frase expressa de modo indiferenciado como “o sacerdote continua a obra de salvação na terra”? Mas é a distinção correta que forma um teólogo!”, escreve o cardeal Walter Kasper, ex-presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, em artigo publicado em 10-02-2019o pelo portal alemão katholisch.de. e reproduzido em italiano por Il Regno, 11-02-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Manifesto do Cardeal Müller ataca a doutrina de Francisco

Paolo Rodari – 09 Fevereiro 2019  “O Cardeal Gerhard Müller, ex-chefe da Doutrina da fé, publicou um Manifesto que parece uma correção dos muitos dos erros doutrinais que Francisco ensinou durante seu pontificado. A intenção do Cardeal era publicar o manifesto em 10 de fevereiro. A data é a véspera do aniversário do anúncio “da renúncia de Bento XVI ao pontificado e, também, “a véspera da ordenação do cardeal para o sacerdócio”. No entanto, “um web site polonês quebrou o embargo e o documento foi divulgado hoje”. A reportagem é de Paolo Rodari, publiicada por La Repubblica, 09-02-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.