Brumadinho e a urgência da responsabilidade

Jelson Oliveira – 26/01/2019.  Foto: Daqui “Para Hans Jonas, como o desenvolvimentismo é, no geral, refém de um otimismo utópico ingênuo, é preciso tomar (ética e politicamente) uma medida inversa, ou seja, dar preferência para o prognóstico negativo, com apoio em uma “futurologia comparativa” que reúna saberes de várias ciências, agora integradas em vista da realização de uma melhor detecção dos riscos aos quais a humanidade, as outras espécies e a natureza como um todo estão submetidos. Na filosofia jonasiana, o nome disso é “heurística do temor”, uma atitude capaz de despertar um sentimento de responsabilidade pelo que ainda não aconteceu, mas que é possível e até mesmo provável, que aconteça”, escreve Jelson Oliveira, professor e atual coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade  Católica do Paraná.

Papa abre a JMJ: Não buscamos uma Igreja “cool” ou “divertida”

Domenico Agasso Jr – 27/012/2019. Foto: Reuters  A Jornada Mundial da Juventude– JMJ não serve para criar uma “Igreja paralela”, “um pouco mais divertida” ou “cool” [legal]. Está longe de ser um evento para acrescentar “um ou outro elemento decorativo” ao catolicismo, como se isso deixasse seus participantes felizes. “Pensar assim seria não respeitá-los”. Com essas palavras, o Papa abriu hoje a JMJ centro-americana. Liderou uma festa de cor, diante de dezenas de milhares de pessoas no Campo Santa Maria La Antigua, da faixa litorânea, na cidade de Panamá. E incendiou a multidão com a força de seu discurso, carregado de frases espontâneas e “argentinismos”. A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 25-01-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.