O elefante de Wittgenstein. A questão do conhecimento nos dias de hoje.

  Eduardo Hoornaert – 13 de janeiro de 2019 – Foto: Imagem de Stock Certa vez, ao discutir questões filosóficas com um colega num gabinete da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, Ludwig Wittgenstein, com sua conhecida impetuosidade, gritou: ‘Há um elefante na sala’. Com isso, ele quis indicar que seu interlocutor, ao que lhe parecia, não enxergava o óbvio. A imagem desse elefante me parece apropriada para passar um olhar crítico pelos vastos campos da cognição na civilização ocidental. Desde os primeiros esboços na Mesopotâmia, a impressão que se tem é que o próprio processo civilizador impede de enxergar elefantes de Wittgenstein, principalmente o elefante da escravidão.

O mapa mundi se povoou de ultradireitistas. De Le Pen e Salvini na Europa, passando por Duterte, nas Filipinas, até Bolsonaro, no Brasil

  Eduardo Febbro – 12 Janeiro 2019 – Imagem: blogdapoliticabrasileira.com  “Todos chegaram ao poder ou ao Parlamento com a mesma narrativa: a oposição do povo às elites, sejam elas políticas ou econômicas. Essa é uma das características as extremas direitas ressuscitadas. A outra característica foi definida com pertinência pelo professor de filosofia e cientista político Yves Charlees Zarka: ‘o que caracteriza o populismo de hoje é que esse se desenvolve nas sociedades democráticas cujas populações estão dotadas de um alto nível de educação’”, escreve Eduardo Febbro, em artigo publicado por Página/12, 11-01-2019. A tradução é de André Langer.