Comboni, Ramin e Francisco: não há evangelização sem promoção humana

Jonas Jorge da Silva | 27/11/2018 Foto: A mística na caminhada do missionário e missionária / Jonas Jorge da Silva  Se fosse possível um encontro entre Daniel Comboni (1831-1881), Ezequiel Ramin(1953-1985) e o Papa Francisco, seria extraordinário. Promotores de uma evangelização encarnada na realidade dos povos, certamente, teriam muito a conversar. O que os dois primeiros sonharam irradia, hoje, nos gestos, palavras e ações do Papa Francisco. Foi com esse espírito de indissociável vínculo entre evangelização e promoção humana que, no último sábado, 24 de novembro, estivemos juntos, rezando. Padre Dário Bossi, provincial dos Missionários Combonianos do Coração de Jesus no Brasil, foi quem dinamizou o encontro de estudo, reflexão e oração, a partir da iniciativa Rezar com os Místicos, promovida pelo CEPAT, em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Müller: “Ninguém tem o direito de colocar o Papa sob acusação”

O cardeal: “Os ataques prejudicam a credibilidade da Igreja. Estou convencido de que Francisco faz todo o possível contra os abusos. Os bispos americanos deveriam ter enviado antes os textos a Roma”   ANDREA TORNIELLI, 27/11/2018 Foto: Cardeal Gerhard Ludwig Müller, prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé / Paulopes Tradução: Orlando Almeida “Ninguém tem o direito de colocar sob acusação o Papa ou de pedir que ele renuncie!” Os ataques e as polêmicas públicas “acabam por colocar em discussão a credibilidade da Igreja e a sua missão”. O cardeal Gerhard Ludwig Müller, teólogo e ex-prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, recebeu-nos na sua residência na Piazza della Città Leonina, nos aposentos em que morou durante um quarto de século o cardeal Joseph Ratzinger. Ele está preocupado com o clima que se respira na Igreja, as tensões, as polarizações e as facções opostas.