Crise dos refugiados. Uma tragédia que beneficia máfias e ultradireitas
Eduardo Febbro – 16 Junho 2018 – Foto: Exame Aquarius: um nome luminoso por trás do qual se movem as sombras de milhares de mortos, centenas de milhares de refugiados à deriva, o naufrágio da Europa como entidade com capacidade operativa e princípios humanitários, o oportunismo político das extremas direitas europeias e, no fundo, as disparatadas aventuras militares do Ocidente que, com vagos pretextos humanitários, desencadeiam dramas humanos coletivos. Aquarius é o nome do barco de Médicos sem Fronteiras e SOS Mediterrâneo, que salvou centenas de migrantes náufragos diante das costas da Líbia. A reportagem é de Eduardo Febbro, publicada por Página/12, 15-06-2018. A tradução é do Cepat.
Qual é seu uniforme?
Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – Roma 13 de junho de 2018 Foto: mulheresemrotulo Em nome da razão e de uma pretensa liberdade sem regras nem freios, “a modernidade empregou uma grande parte de seu tempo e muita energia a combater a comunidade”, afirma Bauman (Cfr. Zygmunt Bauman, La vie en miettes-experiénce postmoderne et moralité, Librairie Arthème Fayard/Pluriel, Paris, 2014, pág. 372). Da mesma forma que outras formas pré-modernas de relações humanas, a comunidade entrava na lista dos resíduos tradicionais a serem extirpados. Além de ser vista como lugar de pressão e não raro de escravidão, impedia o intercâmbio sem fronteiras do liberalismo político e econômico.