Sinodalidade é a grande novidade e também o desafio de Francisco. Entrevista especial com Peter Hünermann
Por: João Vitor Santos | Tradução: Luís Marcos Sander | 26 Maio 2018 – Foto: IHU Desde que assumiu o trono de Pedro, Jorge Mario Bergoglio vem trabalhando para dessacralizar e retirar o tom absolutista da figura do pontífice. “A monarquia moderna, ‘pura’, isto é, absoluta, leva ao caos”, diz o teólogo Peter Hünermann, ao afirmar que Francisco tem clareza disso. Por isso, na sua opinião, o atual Papa vem trabalhando para demonstrar que o líder da Igreja não precisa estar envolto numa áurea mítica. É verdade que o Papa adota vestes e acessórios mais modestos, evita desperdícios, mas, para Hünermann, a grande marca, a novidade em Bergoglio, é a sinodalidade. Conceito que, aliás, traz do Concílio Vaticano II e que insiste em trabalhar com o episcopado.
‘Nesses dois anos o Ministério da Saúde atuou contra o SUS’. Entrevista com Gastão Wagner, presidente da Abrasco
… um tema da campanha vai ser o SUS. As pessoas vão ter que se pronunciar. Candidatos a governador, presidente, deputado e senador vão ter que se pronunciar sobre se vão defender o SUS, se pensam no SUS como um sistema da saúde para toda a população. André Antunes e Cátia Guimarães – 25 Maio 2018 – Foto: IHU O presidente Michel Temer celebrou na semana passada dois anos desde que assumiu a chefia do Executivo após o impeachment que destituiu a ex-presidente Dilma Rousseff. Foi um período em que as entidades do movimento sanitário, como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), se manifestaram publicamente em várias ocasiões contra propostas e programas apresentadas pelo governo federal para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A TERCEIRA ROSA DE OURO PARA FÁTIMA?
Frei Bento Domingues – in Público, 27. 05. 2018 – Foto: O Globo “Na visão de Bergoglio, a Igreja, o papado e a Cúria Romana estão interligados. A Cúria não existe apenas para transmitir mensagens para o resto da Igreja, mas também para receber mensagens de uma Igreja sinodal. Além disso, a existência da Cúria é vital para que o génio romano, isto é, a aspiração de Roma a ser a síntese, seja o ponto de encontro da dimensão universal e local da Igreja”