Ressurreição é uma revolução na evolução.

Entrevista especial com Leonardo Boff Por: João Vitor Santos | 02 Abril 2018  Foto: Paulo Mazarem Aproximar-se dos significados da Ressurreição do Cristo requer exercícios que, por vezes, as perspectivas de cientificismo moderno os fazem parecer impossíveis. É por isso que o teólogo Leonardo Boff reitera a perspectiva de que ressuscitar é muito mais do que trazer um corpo morto à vida, como o próprio Cristo fez com Lázaro, que, mais tarde, tornou a morrer. “Ressurreição é a irrupção do ‘novissimus Adam’ de São Paulo (1Cor 15,45). Vale dizer que é a completa realização de todas as virtualidades incontáveis presentes no ser humano”, define.

FOI MORTO, MAS ESTÁ CADA VEZ MAIS VIVO!

Frei Bento Domingues, O.P. – 01/04/2018 – Foto: NSI-Pt S. Paulo atreve-se a dizer que, se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, anda a pregar em vão e vazia é também a fé dos seguidores de Cristo[vii]. Na Carta aos Romanos, a ressurreição é postulado cósmico e existencial:  «Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós. Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus»[viii].