Papa Francisco ataca a Cúria: traidores e complôs no Vaticano

A denúncia papal não tem meios termos: no Vaticano existem “traidores” corrompidos “pela ambição ou pela vaidade”, além de complôs que são como um “câncer” a ser erradicado. Dom De Mérode dizia que “fazer reformas em Roma é como limpar a Esfinge do Egito com uma escova de dentes”, e Francisco, tendo chegado ao seu quinto ano de trabalho nas reformas e ao seu quinto discurso para os votos natalícios aos colaboradores romanos, explica que “uma Cúria fechada em si mesma estaria condenada à autodestruição”.

“Francisco é uma referência para a vida social, porque não há outras.”

“A Igreja em saída e missionária, muitas vezes, foi utilizada como slogan, mas, ao contrário, deveria ser o status constitutivo do cristão. Portanto, devemos assumi-la a fundo, assim faz o Papa Francisco, conjugando-a na práxis eclesial com esse horizonte e projeto.” A opinião é do presidente da Associação dos Teólogos Italianos, Roberto Repole, padre da diocese de Turim, em entrevista concedida a Luca Rolandi e publicada no sítio Vatican Insider,18-01-17