Papa aos catequistas pede criatividade nas formas de anunciar a Cristo
O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes do Simpósio Internacional de Catequese, em andamento de 3 a 7 de julho na Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA), em Buenos Aires. O Santo Padre lembrou que ser catequista não é um trabalho, mas é um dom, e os convidou a ter criatividade e encontrar os meios e modos para anunciar Cristo.
A matéria da Eucaristia e o microscópio da Congregação.
Se a Congregação para o Culto Divino, na esteira da Redemptionis Sacramentum (2004) e da circular sobre o “ritual da paz” (2014), se ocupasse de “matéria eucarística” (“o pão e o vinho para a Eucaristia”) e o fizesse apenas com a preocupação única de “combater os abusos”, esquecendo que foi transformada pelo Concílio Vaticano II em estrutura oficial de formação para o uso antes do que para o combate ao abuso – então mais uma vez nos encontraríamos diante de um paradoxo: orientações vindas precisamente do centro da cúria romana que – embora corretas em si mesmas – contribuiriam pelo seu posicionamento para distorcer gravemente a experiência eucarística e não contribuiriam para o crescimento dos usos, limitando-se apenas a “combater abusos.” A realidade, infelizmente, já ultrapassou esta mera hipótese. Proponho aqui algumas reflexões, um pouco escandalizadas pelo novo texto de 15 de junho passado, e que poderão talvez limitar o seu impacto negativo sobre as comunidades cristãs.