Contra a servidão ao algoritmo, o cooperativismo de plataforma.

Não restam dúvidas de que a revolução 4.0 vem transformando radicalmente as formas de vida no século 21. Na surdez absoluta dos processos de algoritmização, isto é, da redução das relações às lógicas dos aplicativos, a liberdade transforma-se em escravidão aos dispositivos digitais. “Privacidade, especificamente neste caso, refere-se à falta de transparência do algoritmo. Há muitos relatos recentes sobre as maneiras pelas quais os motoristas são manipulados pelo algoritmo do Uber. E, diferentemente das empresas tradicionais de táxi, também os passageiros podem ser identificados pela empresa, a qual agora sabe quem está indo para onde, e ela não parece hesitar em fazer uso dessas informações para beneficiar seu resultado financeiro”, aponta Trebor Scholz, em entrevista por e-mail à IHU On-Line. “Dito isto, gostaria de sublinhar o mascaramento que caracteriza a narrativa utilizada pela economia extrativa de compartilhamento: mobilizar a linguagem do amor e da contracultura para vender serviços comerciais, muitas vezes ilegalmente”, complementa.

Novo critério para as beatificações: perder a vida pelo próximo por amor de Jesus

O Papa Francisco com uma carta apostólica em forma de motu próprio com o nome Maiorem hac dilectionem, tem aberto um novo critério para abrir uma causa de beatificação, daqueles fiéis que impulsionados pela caridade, ofereceram heroicamente a própria vida pelo próximo, aceitando livre e voluntariamente uma morte certa e prematura com o intuito de seguir Jesus. O motu próprio foi publicado esta terça-feira pelo órgao Vaticano, L’Osservatore Romano.