A mensagem do papa é forte, mas a Igreja é frágil demais.
“Aonde levará o impulso de Francisco? Ele teorizou o início de processos. Espera-se que façam surgir novos líderes, capazes de falar à Igreja e para fora. O impacto de Bergoglio no mundo global é forte. Na Igreja, porém, permanece em aberto a opção entre ser uma minoria em estreitamento ou um cristianismo de pessoas.” A opinião é do historiador italiano Andrea Riccardi, fundador da Comunidade de Santo Egídio e ex-ministro italiano, em artigo no jornal Corriere della Sera
Um mundo de armas: quem as fabrica, quem as vende, quem as compra
Todos os números na entrevista de Sergio Parazzini. Os gastos militares mundiais em 2016? Foram 1.686 bilhões de dólares, 2,2% do PIB mundial. Após a queda do Muro de Berlim em 1989, após o fim da Guerra Fria entre EUA e URSS, após a desintegração do império soviético, tínhamos a ilusão de que haveria uma nova era de paz e que os recursos absorvidos pelas despesas militares poderiam servir para combater a fome, a pobreza, as doenças …Mas ao contrário estamos ainda num cenário em que se vê um aumento dos conflitos. O apelo do Papa Francisco – “Todos queremos a paz! Mas vendo este drama da guerra […] eu me pergunto: quem vende as armas a esta gente para fazer a guerra? Eis aqui a raiz do mal” – merece mais do que uma reflexão. E então, quais são os países maiores fornecedores de armas? Quem as compra e para quê? O que movimenta o comércio bélico? Que peso têm os tratados internacionais nesta matéria?