A revolução de Francisco: “Sou amado, logo, existo”
Anselmo Borges -16/12/2016 “A revolução de Francisco foi anunciada desde o início, ao proclamar que ninguém devia ter vergonha da ternura, sendo a missão da Igreja levar adiante o projecto de humanização que Jesus quer: “Vejo com clareza que do que a Igreja precisa é de capacidade para curar feridas. Devemos encarregar-nos das pessoas, acompanhando-as como o bom samaritano, que lava e limpa as feridas e consola”, “caminhar com as pessoas na noite, saber dialogar e inclusive descer à sua noite e obscuridade sem nos perdermos”.
De mãe a discípula
A igreja não tem nenhuma fórmula para salvar o mundo. É uma convocatória para o trabalho. Não é pouco. Frei Bento Domingues O.P. 18/12/2016 “Jesus viveu uma longa polêmica com os discípulos: traído por um e abandonado por muitos[6]. Os seus irmãos também não acreditavam nele[7].O caso de Maria é completamente diferente. O Evangelho de João mostrou que a mãe de Jesus deixou de mandar no seu filho, mas não o abandonou, nem deixou de acreditar nele. Tornou-se a mãe que vai, silenciosamente, para a escola do filho. Só reaparece quando já está identificada com o projeto de Jesus e com a decisão de o acompanhar até ao fim”.