A reforma da Igreja e os “sofrimentos apostólicos” do Papa Francisco

 A “barca de Pedro” está atravessando águas de um tempo muito singular, impulsionada por ventos primaveris, mas também sacudida por correntes geladas e povoadas de um novo conformismo. Até mesmo os beneficiários de documentos roubados tentam ganhar dinheiro com suas mercadorias traficadas apresentando-se como defensores da “reforma desejada por Francisco”. É possível confundir-se. E neste caso poderia ser útil recordar algumas coordenadas proporcionadas pelo cardeal Godfried Daneels, arcebispo emérito de Malinas-Bruxelas. Suas palavras são neutras e, como sempre, não são necessariamente óbvias.

Jesus e o Vaticano

“No domingo passado, Francisco veio garantir aos fiéis que não cederá: “Sei que muitos estais perturbados com as notícias que circularam sobre os documentos confidenciais da Santa Sé roubados e publicados.” Trata-se de “um delito, um ato deplorável que não ajuda. … Por isso, quero assegurar-vos que este triste acontecimento não me desviará do trabalho de reforma que estamos levando a cabo com os meus colaboradores e com o apoio de todos vós”.” Anselmo Borges – 14/11/2015

O Pacto das Catacumbas e sua atualidade após 50 anos

 segunda-feira, 16 de novembro de 2015 Nos 50 anos do “Pacto das Catacumbas” vários grupos eclesiais e religiosos em Roma realizam atos em memória deste evento que marcou o caminho de conversão para uma Igreja “servidora e pobre”. Em 16 de novembro de 1965, 42 padres conciliares, de 15 países de diferentes continentes, celebraram uma Missa nas Catacumbas de Santa Domitilla, em Roma [Itália]. Com o objetivo de ser fiel ao espírito de Jesus, o pacto convidava o episcopado a assumir uma vida de pobreza, em prol de uma Igreja “pobre e serva dos pobres”, conforme o desejo do então Papa João XXIII.