O novo humanismo segundo Francisco: por uma Igreja não obcecada com dinheiro e poder

Papa fala ao Congresso da Igreja Italiana  “Se a Igreja não assume os sentimentos de Jesus”, adverte o papa, se ela “só pensa em si mesma e nos seus interesses”, ela então “se desorienta, perde o sentido”, se torna “triste”. Já uma Igreja humilde, desinteressada, bem-aventurada, “é uma Igreja que sabe reconhecer a ação do Senhor no mundo, na cultura, na vida diária das pessoas”. Assim, é melhor uma Igreja “acidentada, ferida e suada porque saiu às ruas” do que uma igreja “doente pelo encerramento e pela comodidade de se agarrar às próprias seguranças”.

O Papa Francisco, uma revolução da misericórdia

Curiosa e estranhamente, Francisco, em uma das suas primeiras aparições para o Angelus dominical, recomendou o livro do cardeal Walter Kasper sobre a misericórdia. Poucos dias depois, o livro se esgotou em todas as livrarias. Mais tarde, soube-se que o cardeal Bergoglio, durante o conclave que precedeu a sua eleição papal, lia este livro de Kasper, com quem tem uma grande sintonia, como reconheceu o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.