E se Jesus entrasse no Sínodo?
O Sínodo sobre a família começou há uma semana e, em alguns aspectos, parece docilmente intencionado a executar a partitura confeccionada nos meses de pré-tática pelos “lobistas das agendas”. Percebem-se as manobras mais ou menos dissimuladas de quem entrou no Sínodo com a intenção de fazer dele uma disputa de política eclesiástica. Enquanto isso, muitos parecem concentrados em se posicionar em relação à rede dos mantras e dos códigos dialéticos oferecidos como dote através dos meios de comunicação (“É preciso conjugar misericórdia e verdade”, “A doutrina não pode mudar”, “É preciso curar as feridas”, “Valorizemos o papel de mulher”, “Os africanos vão rejeitar a colonização da ideologia de gênero”).
Dez maiores devedores da União concentram débitos de R$ 122,6 bi
Com o objetivo de abrir caminho para o projeto de “vender” parte da dívida ativa da União para aumentar as receitas, o Ministério da Fazenda divulgou nesta terça-feira uma lista com os nomes dos 500 maiores devedores, que traz empresas como a Vale e a Petrobrás. Os débitos totais das empresas da lista somam R$ 392,3 bilhões. Segundo apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a divulgação também tem como objetivo pressionar os devedores, ao criar um constrangimento público.
Sínodo: ‘não há autoridade no mundo que possa apagar o vínculo de um matrimônio válido’
Nos debates da terceira parte do Instrumentum laboris surgem muitas intervenções sobre os divorciados recasados no civil e se sublinha que a doutrina e a pastoral caminham juntas. O Sínodo dos Bispos está discutindo sobre a terceira parte do Instrumentum Laboris, “A missão da família hoje”, onde estão alguns dos temas mais sensíveis sobre o acompanhamento das famílias em situações difíceis e de sofrimento.
Nem Jesus nem os Evangelhos falam de “família”
O tema do Sínodo é precioso, porque a família histórica, em toda parte, mostra os sinais de uma crise que deve ser orientada para redescobrir o seu valor. Mas é preciso lembrar que em nenhum dos quatro Evangelhos figura a palavra “família”, e que Jesus sempre se dirigiu às “pessoas”, confiando na sua consciência.