Presidente da CNBB: “O povo já não aguenta mais tanta corrupção”

Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha considera missão da Igreja participar da política. Mas a atuação segue os propósitos católicos, baseados na ética e no bem comum, diferentemente dos interesses partidários e corporativos que ditam governos e campanhas eleitorais. Atento observador da sociedade, o arcebispo afirma que, em tempos de crise, a Igreja tem de exercer o papel do profeta: questionar, transformar, sem receio de desagradar ao senso comum.

Como me tornei uma anarquista

“Para o anarquista um ser humano, portanto, é sempre usado como fim e não como meio – e um ser humano que vive de salário, e que, assim, aluga seu intelecto e seu físico para que alguém obtenha lucro, está sendo usado como meio e não como fim. O anarquista é contra a exploração do homem pelo homem, do forte pelo fraco. Por isso o anarquismo, como me foi explicado, é um movimento que cabe aqueles que desejam mudar o mundo e não apenas entendê-lo”.