Francisco: o primeiro Papa totalmente pós-Concílio. Entrevista especial com Massimo Faggioli

“Jorge Mario Bergoglio de 2013 é um papa diferente do que teria sido se ele tivesse sido eleito em 2005”, diz o historiador. A novidade contida em Francisco, reconhecida por teólogos, leigos e religiosos, está em pensar uma Igreja aberta para o povo, mais simples e comprometida com o diálogo. São ares que renovam o oxigênio de uma entidade secular para que encare desafios da modernidade e pós-modernidade. Para o historiador Massimo Faggioli, a própria escolha de Bergoglio, um bispo latino-americano, em 2013 revela o desejo de renovação na Igreja. Renovação que aparece também na leitura que tem do Concílio Vaticano II.

Um prefeito nem sempre é perfeito

Quem se julga o centro da Igreja, perde-se do Espírito de Cristo e pensa que só ele tem a chave da salvação.  Até agora, ninguém havia teorizado, a partir do próprio centro da Cúria Romana, uma exigência de normalização do pontificado, como se depreende das palavras citadas por Müller. Acredito que aqui se deva constatar, com preocupação, que esse parece ser, até agora, o mal-entendido mais substancial dos pontificados de João XXIII e de Francisco, curiosamente unificados pela característica de terem “pouca estrutura teológica”.

Se o Papa Francisco continuar assim, Raul Castro volta a ser católico

Presidente cubano foi agradecer a mediação diplomática do Vaticano com os EUA “Castro esteve reunido com o Papa durante quase uma hora, no que foi uma visita de carácter privado e não de Estado – uma audiência invulgarmente longa, sublinha a Reuters, e invulgar também por se realizar ao domingo. O Papa terá aberto uma excepção para Castro, que está a regressar a Cuba depois de ter viajado até Moscovo para assistir às comemorações do 70 anos do fim da II Guerra Mundial na Europa.“