”Quem sou eu para julgar?” O primeiro ano de um papa radical

Na maioria das quartas-feiras, o papa dá uma audiência geral, e esta estava lotada. Era uma manhã agradável de outubro, e mais de 100 mil peregrinos, turistas e romanos tinham se canalizado na Praça de São Pedro. Foi o primeiro dos três grandes encontros que o Papa Francisco presidiu naquela semana para uma celebração da família durante o “Ano da Fé” da Igreja Católica.  

O Papa e as/os sem terra, sem teto, sem pão, sem-saúde…

 “E agora? Quantos editoriais, quantas críticas cheias de raiva contra as/os sem-terra, sem-teto, quilombolas, índias/os, catadoras/es de material, gente faminta, mal tratada em sua saúde, agredida até em suas próprias iniciativas educacionais de que deram exemplo as escolas itinerantes, será que vão atacar o Papa também?”, escreve Jacques Távora Alfonsin, advogado do MST, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso,  Cidadania e Direitos Humanos.