Francisco e a economia de mercado
Hoje, tudo entra no jogo da competitividade e da lei do mais forte, onde o poderoso engole o mais fraco. Em consequência dessa situação, grandes massas da população veem-se excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas, num beco sem saída
Não é bom descer abaixo da razão
Aristóteles definiu o homem como “animal que tem logos” (razão, palavra). Daí vem a definição tradicional do homem como animal racional. É claro que a coisa é mais complexa, mas não há dúvida de que a razão é determinante. E embora nas igrejas raramente se ouça o apelo à inteligência e à razão, o Evangelho segundo São João começa dizendo que “no princípio era o Logos (o Verbo, a Palavra, a Razão) e tudo foi criado por ele”.
Recordando as mudanças na Igreja
Os mais jovens podem não acreditar nestas recordações… No passado ainda recente, antes do Concílio Vaticano II, anos 60, aprendíamos nos bancos das nossas escolas católicas que a concepção do homem era dicotômica: corpo e alma, duas realidades distintas, uma destinada a sofrer “desterrada neste vale de lágrimas”, a outra destinada ao céu ou inferno, com provável passagem purificadora pelo purgatório, no primeiro caso.