Teologia da libertação ”made in Africa”?
O papa lança a nova teologia da libertação sob a forma de “globalização da solidariedade”. Nas 130 páginas da exortação apostólica Compromisso da África, Bento XVI reiterou a centralidade da atenção aos pobres, define o analfabetismo como “flagelo” semelhante à Aids, à malária, à tuberculose, e mobiliza a Igreja a salvar os jovens da “falta de formação, do desemprego, da exploração política”, para que não caiam na “frustração” e possam “tomar em suas mãos o seu próprio futuro”.
Ou mudamos ou morremos
Hoje vivemos uma crise dos fundamentos de nossa convivência pessoal, nacional e mundial. Se olharmos a Terra como um todo, percebemos que quase nada funciona a contento. A Terra está doente e muito doente. E como somos, enquanto humanos também Terra (homem vem de húmus = terra fértil), nos sentimos todos, de certa forma, doentes. A percepção que temos é de que não podemos continuar nesse caminho, pois nos levará a um abismo. Fomos tão insensatos nas últimas gerações que construímos o princípio de auto-destruição. Não é fantasia holywoodiana. Temos condições de destruir várias vezes a biosfera e impossibilitar o projeto planetário humano.
Meu encontro com Nem
Outros Pontos de Vista que questionam as versões apressadas sobre a “verdade oficial” das favelas do Rio. João Tavares A reportagem é de Ruth de Aquino e publicada pelo sítio da revista Época, 11-11-2011. Era sexta-feira 4 de novembro. Cheguei à Rua 2 às 18 horas. Ali fica, num beco, a casa comprada recentemente por Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, por R$ 115 mil. Apenas dez minutos de carro separam minha casa no asfalto do coração da Rocinha. Por meio de contatos na favela com uma igreja que recupera drogados, traficantes e prostitutas, ficara acertado um encontro com Nem. Aos 35 anos, ele era o chefe do tráfico na favela havia seis anos. Era o dono do morro.