Aonde vais, Igreja? Leitura das novas Diretrizes Gerais da CNBB
No início da Via Appia Antica, na saída de Roma, se encontra a pequena Igreja Quo vadis, Domine (“Aonde vais, Senhor?”). Ela lembra a lenda de uma fuga e a história de uma perseguição. Segundo a lenda, o apóstolo Pedro teria fugido das perseguições do imperador Nero (54-68) e se encontrou, no perímetro da Quo-vadis-Domine, com Jesus ressuscitado. À pergunta de Pedro “Aonde vais, Senhor?”, Jesus teria respondido “vou a Roma para ser novamente crucificado”. Neste exato momento, em que o afrouxamento do espírito de pertença à Igreja Católica aponta a diferentes razões de fuga, a CNBB procurou em suas “Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2011-2015” (DGAE 2011) responder à pergunta: “Aonde vais, Igreja?”
Marx e as religiões
Quando se recorda Marx muitos religiosos se assustam. Ele é um dos críticos considerados mais virulentos das religiões. É universalmente conhecida sua declaração de que “a religião é o ópio do povo”. Além disto, descrevendo a exploração dos trabalhadores proletarizados em meados do séc. 19, mostra as opressões no mundo do trabalho no início da industrialização dos países europeus. Para explicar o sofrimento e as injustiças causadas por estas opressões, Marx explica que estas opressões correspondem a correntes (de escravidão) que oprimem aos trabalhadores.
Abrangência do Concílio
Quando foi anunciado, em 25 de janeiro de 1959, o Concílio Vaticano II teve adesão pronta e surpreendente. Diversas circunstâncias contribuíram para isto, todas elas tendo como fonte a figura de João 23, que em pouco tempo de pontificado já tinha conquistado a simpatia de todos, pela sua bondade e simplicidade.
Contribuição da América Latina para uma geosociedade
Leonardo Boff Teólogo/Filósofo Por todas as partes no mundo cresce a resistência ao sistema de dominação do capital globalizado pelas grandes corporações multilaterais sobre as nações, as pessoas concretas e sobre a natureza. Está surgindo, bem ou mal, um design ecologicamente orientado por práticas e projetos que já ensaiam o novo. A base é sempre a economia solidária, o respeito aos ciclos da natureza, a sinergia com a Mãe Terra, a economia a serviço da vida e não do lucro e uma política sustentada pela hospitalidade, pela tolerância, pela colaboração e pela solidariedade entre os mais diferentes povos, demovendo destarte as bases para o fundamentalismo religioso e político e do terrorismo que assistimos nos EUA e agora na Noruega.