Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo?

Leonardo Boff Teólogo/Filósofo É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo.

Strauss-Kahn: uma metáfora das práticas do FMI

Leonardo Boff Teólogo/Filósofo O leitor ou leitora pensará que foi uma tragédia o fato de o Diretor-gerente do FMI, Strauss-Kahn, ter dado asas ao seu vício, a obsessiva busca por sexo perverso, nu, correndo atrás de uma camareira negra na suite 2806 do hotel Sofitel em Nova York, até agarrá-la e forçá-la a praticar sexo, com detalhes que a Promotoria de Nova York, descreve em detalhes e que, por decência, me dispenso de dizer. Para ele não era uma tragédia. Era uma vítima a mais, entre outras, que fez pelo mundo afora. Vestiu-se e foi direto para o aeroporto. O cômico foi que, imbecil, esqueceu o celular na suite e assim pôde ser preso pela polícia ainda dentro do avião.

Jerónimo o bispo: un hombre entre los hombres

Conheci pessoalmente, desde o VIII Encontro Nacional do Movimento dos Padre casados (MPC) em Salvador, Bahia, o simpático e ativo casal Jerónimo Podestà e Clelia Luro. E, depois, em vários outros Encontros Nacionais do MPC, onde eles sempre eram presenças marcantes. Apesar de, nessa época, haver pelo menos dois bispos casados no Brasil, eles nunca se dispuseram a batalhar publicamente, no MPC, por uma Igreja mais aberta, mais fiel ao Concílio Vaticano II e mais respeitosa com os mais de 150.000 padres casados que durante anos, deram o melhor de suas forças e capacidades ao serviço dela. Os dois se recolheram-se à sua vida particular.

Marias – diversidade que liberta

Delze dos Santos Laureano “Quem traz no corpo a marca Maria, Mistura a dor e a alegria” Milton Nascimento e Fernando Brant Penso que a primeira ideia que nos vem à mente quando pensamos na mulher hoje é a da mulher urbana, trabalhadora, realizada e feliz porque se viu livre do domínio que a condenava à inferioridade mantida por tantos séculos. Até mesmo a obrigação de gerar filhos tornou-se uma opção. Todavia, não podemos ser ingênuas acreditando existir um tipo ideal de mulher, como se ele representasse de fato todas as mulheres de hoje, de todas as idades e com os diversos problemas que enfrentam, seja nas relações afetivas, na família, no trabalho ou no meio social e político em que vivem. Mesmo considerando que são algumas dessas mulheres urbanas – essas que se fizeram autônomas por terem renda própria e por se desvencilharem dos tabus e dos preconceitos morais – as que melhor representam a emancipação feminina, não podem esquecer as que ainda vivem sob o jugo dos pais, dos companheiros, dos patrões e do mercado, nesta nossa sociedade patriarcal e machista que fez tudo virar mercadoria por meio da exploração capitalista desmedida.

Arcebispo irlandês critica o Vaticano pela ”lentidão” na renovação da Igreja

Unidade não é sinônimo de uniformidade. E criticar a lentidão e até os desvios do monolitismo vaticano na renovação da Igreja não é ferir a unidade, mas promover a legítima e deesejável colegialidade, a responsabilidade de todos e de cada bispo pelo bem da Igreja inteira. Unidade é, juntos, buscarem a verdade inteira, na sua multilateralidade, na sua riqueza, a vontade de Deus hoje aqui e agora, para o Povo de Deus que caminha em 2011, em cada país, em cada região. Sempre atentos aos sinais dos tempos e ao sopro do Espírito Santo, que sopra onde, quando e como quer, independente da hierarquia. Todos num real e verdadeiro discipulado, humilde, atento, aplicado. … Ele, arcebispo Diarmuid Martin, estava “impaciente para saber qual será o caminho que a visitação apostólica irá definir para a renovação da Igreja irlandesa, de forma que a nossa renovação avance decisivamente. Ao mesmo tempo, também estou cada vez mais impaciente com a lentidão do processo, que começou há um ano atrás. Essa não é uma crítica ao Santo Padre. É um apelo aos seus colaboradores”. – do texto abaixo. João Tavares

A Igreja ainda tem salvação?

Dois artigos artigos sobre a Igreja, na trilha do bom e polémico teólogo suiço Hans Kung, mais explicitamente sobre seu recente livro: Ist die Kirche noch zu retten? A Igreja ainda tem salvação? Ao contrário do que pensam e dizem os seus detractores, Küng, teólogo e pensador de renome mundial, é um católico convicto, que dedicou toda a sua vida a pensar a fé no confronto com a modernidade e a pós-modernidade e a reflectir sobre o diálogo inter-religioso e um ethos global, com contributos fundamentais nestes domínios. – do texto abaixo João Tavares

Que Igreja ainda tem futuro?

por ANSELMO BORGES* Fonte http://www.dn.pt/ Volto ao livro de Hans Küng, Ist die Kirche noch zu retten? (A Igreja ainda tem salvação?), para reflectir sobre a Igreja com futuro. Ao contrário do que pensam e dizem os seus detractores, Küng, teólogo e pensador de renome mundial, é um católico convicto, que dedicou toda a sua vida a pensar a fé no confronto com a modernidade e a pós-modernidade e a reflectir sobre o diálogo inter-religioso e um ethos global, com contributos fundamentais nestes domínios. Para ele, de facto, a teologia tem de ser ecuménica, no sentido de referida à ecúmena, isto é, a toda a terra habitada, defendendo, assim, o paradigma de uma teologia ecuménica crítica, com dois pólos em correlação: o primeiro pólo é o nosso mundo presente de experiência em toda a sua ambiguidade, contingência e expectativas, e o segundo, a tradição judeo-cristã, fundada, em última instância, no Evangelho de Jesus.