Faleceu o nosso colega José Rech
São 19.00 horas, dia 01 de abril de 2011. Acabamos de chegar há pouco do sepultamento do nosso irmão José Rech, nascido em 12.02.1925, ordenado em 1952, casado em 1970. Grande número de amigos no velório, entre eles, vinte e sete pessoas das famílias dos Padres Casados. Ambiente de muita oração, mas também de festa, graças, em grande parte, à surpreendente homilia do velho capuchinho celebrante, Frei Jaime. Uma teologia bem fundamentada, mas algo nova: Uma visão de Deus, que excluía o Juiz e evidenciava o Pai. E de que maneira! O José Rech faleceu na madrugada do dia 30 de março, mas só hoje foi sepultado, pois foi necessário esperar uma das filhas, Emanuelle, que mora no Canadá. Teve enfarte. Sentiu-se mal na madrugada do dia 29. Pressentindo que chegava o fim, escreveu uma carta para as três filhas: Fabiana, Fabíola e Emanuelle. Às 10;00, uma ambulância corria com ele para um hospital particular. Ao sair, um amigo sugeriu-lhe chamar um padre. Resposta dele: “Não há tempo. Já estou a preparar-me”. À noite no hospital, um antigo confrade da Congregação do Verbo Divino, Padre Samuel, administrou-lhe a Unção dos Enfermos. Teve ainda de trocar de hospital para poder-lhe ser feito o cateterismo. Foi feito entre as 23:00 e as 24:00. A 1:20 do dia 30 faleceu de parada cardíaca. José Rech era um homem simples e de grande fé. Esteve preso, em 1970, tempo da ditadura. Trabalhou como editor e tradutor na Embrapa. Com a sua esposa, Lenir Fidelis Rech, foi colaborador muito ativo na Escola de Pais do Brasil. E, por muitos anos, membro participativo do nosso Movimento, MPC. À Lenir e família, os nossos sentimentos de comunhão. Ao nosso colega e amigo, a paz e alegria junto de Deus!
Dois mil e um, odisseia na Igreja
Nos anos 70, num Curso de especialização em Roma, tive a sorte de ter como Professor o Pe. Bernardo Häring. Provavelmente é o melhor moralista do séc. XX, perito do Concílio Vaticano II e profeta da liberdade dos filhos de Deus, chamados pelo Concílio Vaticano II a serem adultos responsáveis na Igreja. Nos últimos anos de sua vida, por este seu espírito de verdadeira liberdade cristã, foi perseguido pelo Vaticano que o tentou silenciar: Esse artigo abaixo, de 1993, relata um sonho de Pe Häring: Uma Igreja sem fausto, sem vaidade, sem orgulho do Poder, onde papa, bispos e padres se sentissem e fossem de fato, servidores do Povo de Deus, segundo e ensinamento de Jesus: – quem entre vós quiser ser o maior, seja o que mais serve os outros. Um sonho lindo de um autêntico cristão que foi um dos grandes teólogos do Concílio Vaticano II, no qual conseguiu vislumbrar uma autêntica Primavera para a nossa Igreja. Primavera que ainda tentou desabrochar com Paulo VI, mas que, infelizmente, foi depois, com João Paulo II e com Bento XVI, impedida e abafada, voltando ao Centralismo da Cúria Romana, ao Esvaziamento das Conferências Episcopais e da Colegialidade, ao poder exagerado dos Núncio Apostólicos, à Igreja-Poder, à escolha autocrática dos Bispos, ao escanteio dos leigos, à tentativa de silenciar muitos bons teólogos, ao assassinato da Teologia da Libertação e do grande, profundo e promissor Movimento das Comunidades Eclesiais de Base. Permita Deus que o Sonho Bonito do Pe. Bernard Häring se possa realizar com o sucessor de Bento XVI e que o Povo de Deus se torne Protagonista na Igreja, no Espírito do Cap. II da Lumen Gentium (veja aqui) e que o papa, bispos e padres, (Cap III), se tornem membros e servidores deste mesmo Povo de Deus, não seus donos e babás. ” Já que o trono, a tiara e os títulos pomposos eram sintomas de patologias profundas e causa de irritação entre Igrejas irmãs, proíbo energicamente que se chame o Papa com títulos como “Sua Santidade” . E nem sequer o título de Santo Padre me agrada, pois Jesus, na Sua Grande oração pela Unidade, chama Seu Pai de “Pai Santo” (Jo, 17, 11) Esperamos que, no futuro, jamais alguém se permita chamá-lo “Santíssimo”, ou “Beatíssimo”. 2 – Não existirão mais os chamados “prelados de honra de Sua Santidade”. Os cardeais da Igreja Romana não se vestirão de púrpura “com fazem os ricos”. No Vaticano não mais títulos como “Eminência” ou “Excelência”. Somos todos irmãos em torno de Cristo, humilde servo de Deus, que se fez homem para a nossa salvação. ” – do texto abaixo João Tavares
Saúde não dá no hospital nem no posto
Um bom artigo da Dr.a Ana Reis, médica em Salvador, sobre: as péssimas políticas de saúde. a subserviência do governo aos lobbies da indústria farmacêutica, às indústrias químicas que fabricam os “defensivos” agrícolas, ao agro-negócio que quer derrubar as florestas para expandir irresponsavelmente o boi e a soja. Grupos corruptos e corruptores que financiam fartamente as campanhas dos políticos,a quem depois cobram a fatura de defenderem seus interesses espúrios. a universidade que, em vez de generalistas, forma sempre mais especialistas que, ignorantes e/ou preguiçosos de fazerem um bom exame físico, passam grandes baterias de exames caros e muitas vezes inúteis. E são preparados para trabalhar numa medicina elitista, só para quem pode pagar um caro plano de Saúde. “Assim como ela (a saúde) não dá no posto nem no hospital, a responsabilidade de controlar a saúde nos alimentos, na água e no ar atmosférico não fica no Ministério da Saúde. Como sabemos, no caso dos produtos agrícolas entupidos de agrotóxico, o controle fica nas mãos do agronegócio que controla o Ministério da Agricultura. E, no Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária não cumpre suas responsabilidades” – do artigo abaixo. Artigo enviado pela Dr.a Telma Spagnolo, médica em Brasília João Tavares Fonte: www.viomundo.com.br
O que José Comblin nos contou em 2007
Ambos belgas, ambos teólogos, ambos doutores, ambos escritores fecundos e consistentes, ambos apaixonados pela Igreja-Povo-de-Deus, pelo Brasil e pelo Nordeste onde, num estilo de grande liberdade pastoral, humana e intelectual, vivem há mais se 50 anos. Eduardo Hoornaert fala sobre seu amigo José Comblin que conheceu a fundo e que, com razão, muito admira. João Tavares
A verdadeira face do Supremo Tribunal Federal
A justiça deveria ser uma instância que inspirasse confiança no Povo brasileiro. Infelizmente, o STF tem tomado atitudes e decisões que nos deixam sempre mais perplexos e com uma profunda sensação de impotência e desesperança de que algum dia haja justiça real e universal neste país. Só alguns exemplos recentes que deixaram muita gente com a pulga na orelha: o caso da não-extradição do assassino Cesare Battisti; a condenação de governadores da oposição e absolvição de outros da base do Governo (Jakson Lago – MA / Luís Henrique – SC, etc.); a decisão, por 1 voto de um ministro aparentemente nomeado “ad hoc” para desempatar na não-aplicação da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2010, fixando-se no artigo 16, mas esquecendo o artigo 15 da Constituição e, assim, obrigando o Brasil inteiro a aguentar por mais 4 anos conhecidíssimos corruptos e corruptores no Senado, na Câmara e nas Assembleias; a condenação de um senador e de uma deputada federal no Amapá, o casal Capiberibe, por terem “comprado” dois votos, por menos de 50 reais, quando no Maranhão foi detectado um avião com cerca de 300.000 reais em vépera de eleição e ficou por isso mesmo, pois eles são intocáveis, “honoráveis” e o chefe deles “não é um cidadão comum”. Se considerando como deuses acima do Povo cujo sentimento e opinião majoritários, os doutos Ministros se gabam de não levar em conta, esquecem que a nomeação deles e a fonte de seu poder, é tudo menos democrática, pois são todos de nomeação política do Presidente de turno. João Tavares
Salvador Homenageia Rogério Ataíde
Ao deputado Yulo Oiticica DD Lider da bancada do PT na Assembleia Legislativa – Salvador/Bahia Ainda consternados com o passamento do nosso amigo e mais do que colega, irmão no sacerdócio, Rogério Ataide, queremos, em nome do MPC/Ba agradecer-lhe a homenagem por sua iniciativa prestada na Assembléia Legislativa. As suas palavras de reconhecimento, tão oportunas quanto emocionantes , enriquecidas com versos de Chico Buarque, espelharam muito bem o perfil do ilustre homenageado e serão encaminhadas para o Movimento dos Padres Casados a nível nacional. Infelizmente não estivemos presentes por não ter sido informados previamente.
Igreja transfere padre que defende o uso da camisinha
Defensor público do uso da camisinha, o padre Valeriano Paitoni, 61, está sendo obrigado a voltar para Itália após receber ordem de seus superiores na Igreja Católica. Há 33 anos na zona norte de São Paulo, o padre ganhou notoriedade em 2000 quando passou a defender a utilização de preservativos como forma de combater o vírus da AIDS – opondo-se às orientações do Vaticano.