Nova Diretoria Nacional de Rumos/MFPC, eleita no XVIII Encontro, é do estado do Ceará
Os padres casados do Ceará assumiram a Diretoria Nacional da Associação Rumos e do Movimento das Famílias dos Padres Casados (MFPC), bem como a realização do próximo encontro nacional em julho de 2012. A escolha foi feita durante a Assembléia Geral Ordinária da Associação Rumos realizada durante o XVIII Encontro Nacional das Famílias dos Padres Casados, encerrado no último dia 17 de janeiro de 2009, na cidade de Brodowski, São Paulo. O novo presidente nacional, José Edson da Silva, tomou posse juntamente com o grupo de Fortaleza, ao final da Celebração Eucarísitica de encerramento do encontro que reuniu, de 13 a 17 de janeiro, cerca de 100 pessoas na Casa de Retiros Dom Luís Mousinho, na cidade de Brodowski. O grupo do Ceará assume não só a diretoria nacional, mas também a organização do XIX Encontro Nacional.
Paulo tem muito a nos dizer hoje
Resumo da palestra do historiador Eduardo Hoornaert proferida durante o XVIII Encontro Nacional das Famílias dos Padres Casados, na Casa de Retiro Dom Luís Mousinho, em Brodowski, São Paulo. Por Eduardo Hoornaert Nos anos 40, quando o movimento de Jesus tinha apenas dez anos, os militantes cristãos de fala grega tiveram de fugir de Jerusalém após a morte de Estêvão, já que estavam ameaçados de morte por parte da linha dura do judaísmo. Eles procuraram refúgio em Antioquia da Síria, a terceira cidade do império romano, uma metrópole de intensa vida política, militar, comercial e cultural. Mas o grupo de Jerusalém, de fala aramaica, liderado por Tiago (irmão de Jesus), Pedro e João, começou a desconfiar que os ‘gregos’ de Antioquia estivessem formando núcleos, desrespeitando leis judaicas, sobretudo a circuncisão, a proibição de comer comidas ‘pagãs’ e o jejum regulamentado, sob a alegação de que esses costumes não seriam bem aceitos por pessoas de cultura grega. Efetivamente, esses ‘gregos’ adaptavam de forma natural a vida do movimento ao modo de ser de não-judeus. Estavam convencidos de seguir uma intuição do próprio Jesus, pois não poucos dentre eles tinham conhecimento do pensamento do líder galileu por ouvir falar nele ou, talvez, por ter estado com ele na Galiléia (embora a distância entre a Galiléia e Antioquia seja muito grande). Horrorizados, os líderes de Jerusalém mandaram Barnabé, um levita de Chipre, observar a situação ‘in loco’. Chegando a Antioquia, por volta de 45, Barnabé encontrou Paulo de Tarso, um fariseu recentemente convertido ao movimento de Jesus, que o convenceu de que seguir ou não seguir os ritos judeus não tinha nenhuma importância. Importante mesmo era compreender e, principalmente, ajudar a construir o projeto de Jesus. Falando assim, Paulo estava apenas confirmando uma intuição que já estava amadurecida na mente de diversos militantes em Antioquia: ‘A mensagem de Jesus é para todos os seres humanos’. Formou-se uma equipe, composta de Barnabé, Timóteo e Paulo, que empreendeu a missão da Macedônia (Tessalônica). Com o tempo, ela se perfilou como a ala progressista do movimento de Jesus (a ala grega), em contraponto ao grupo aramaico de Jerusalém. A vitória da ala grega se patenteia no fato de que todos os escritos do Novo Testamento chegaram até nós em grego, enquanto nenhum escrito aramaico ficou preservado.