Artigo: A política do papa para os anglicanos é uma verdadeira tragédia!

Por Hans Küng Fonte: LE MONDE | 28.10.09 | 13h55 • Atualizado em 28.10.09 | 13h56 Um verdadeiro drama: depois de ter afrontado os judeus, os muçulmanos, os protestantes e os católicos reformistas, agora a Papa Bento XVI afronta os anglicanos. Com 77 milhões de membros, a comunidade cristã é o terceiro maior depois de a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa. O que aconteceu? Depois de ter reintegrado discípulos da Fraternidade São Pio X, o Papa irá preencher as fileiras depauperadas da Igreja Católica Romana recrutando os anglicana favorável a Roma. Eles deveriam poder passar para a Igreja Católica Romana com mais facilidade. Os sacerdotes e bispos anglicanos manteriam o seu estatuto, mesmo que sejam casados. Hipertradicionalistas de todos os países, uni-vos – sob a cúpula de São Pedro! O pescador de homens vai lançar suas sua redes rumo à extrema-direita. O problema é que por lá as águas andam agitadas.

Ecos do Encontro de Luziânia

O Encontro de Luziânia, como todo evento, passou, deixando lembranças, para uns, fortes, para outros, vagas e, até, sem nenhuma importância, no entanto, marcando ponto na história do MPC – Movimento dos Padres Casados, não obstante sua frágil vitalidade, mas, suficiente para não o deixar soçobrar na caminhada histórica reservada para o seu carisma profético junto ao Povo de Deus. Foram três dias de convívio alegre e edificante, reunindo quase duzentas pessoas, inclusive familiares de alguns participantes, estes, na sua maioria, já conhecidos pela freqüência nos Encontros passados. O Encontro reuniu padres casados de doze Estados brasileiros, um do Paraguai, o Presidente da Federação Latino-Americana de Padres Casados Católicos e um Bispo da Igreja Anglicana, D. Sebastião Soares Gameleira, este presente em todos os atos do evento. Permito-me citar alguns dentre os presentes, com a devida vênia dos que não forem citados, sem desmerecer a nenhum destes, pois a presença de todos, por igual, valorizou o evento na sua realização histórica e fecunda, quando se preconizava anêmico, tal qual o MPC, que estaria se agonizando, sem condições de vida futura no Brasil. Aliás, por esse propósito, o signatário, com sua Esposa, Ilza Maria Sampaio Cestaro, deslocou-se destas distâncias amazônicas, ausente nos Encontros, desde o VIII, de Brasília, em 1988, sendo que, em todas as plenárias permaneceu calado, apenas, pronunciando-se, como o último da plenária final, para com a vênia dos colegas de São Paulo, protestar pela continuidade do nosso MPC, como testemunho profético do nosso carisma de padres casados, com a plenitude de nosso estado, canônico-civel, sem nenhuma redução ao estado laical, como primícias do REINO DE DEUS que está por vir e, certamente, sem tanta delonga no Seu Plano Eterno de salvação da humanidade. Nesse sentido, cumpre-me destacar o casal Ziulma e Jorge Ponciano, presidentes da Diretoria sainte, cuja atuação, se durante o biênio passado foi criticada por deixar parecer moribundo o MPC, se engrandeceu e suplantou a expectativa geral, organizando o presente Encontro no sentido de perenizar o Movimento de Padres Casados, em perfeita sintonia com o lema que o inspirou e presidiu: “AGÊNCIA DE MUDANÇA NO REINO, ESPERANÇA E REALIDADE”, com o consenso de todos os que se manifestaram sobre o assunto. A mesma referência elogiosa, também, a merece o casal Telma e Fernando Spagnolo que, conjuntamente, organizou o Encontro e teve atuação decidida nos preparativos da sua realização, fazendo-se sempre presentes em todos os momentos do evento, tanto nas reuniões de grupos e nas plenárias, que secretariaram com competência e elegância. Ambos os casais se excederam em atenção e simpatia para com todos os presentes, devendo-se-lhes, com a colaboração vigilante do Sérgio Bernadoni, de Goiânia, então, Vice-Presidente da AR, e de outros beneméritos de Brasília, o sucesso do evento à base de constante dedicação e sacrifício nos seus lazeres de família. Entre tantos outros, vale ressaltar a presença do casal Sofia e João Correia Tavares, ambos com o mérito de terem organizado e realizado o Encontro de São Luís, com uma programação magnífica, tanto na parte institucional, como sócio-recreativa, gravada em CD e exibida na primeira plenária deste Encontro, merecendo elogios da atual Diretoria e os aplausos de todos os presentes. Afora esse particular, João e Sofia, esta com a exposição de seu trabalho assistencial diuturno em São Luís, tanto no meio religioso, como fora dele, fizeram intervenções oportunas nos debates. A presença do Felix, de Recife, como memória viva de todos os Encontros, de que participou com atuação decisiva, fazendo-se notar, mais que pelo brilho de sua calvície, pelo fulgor de sua inteligência em todas as suas intervenções nos pontos mais debatidos, como ocorreu no presente. A presença do Rogério, de Salvador, que, a par de suas absorventes ocupações de advogado militante, se responsabilizou em organizar o próximo Encontro naquela Capital, não mais no meio, mas, no início do ano de 2006, compromisso que assumiu, dando certeza do seu sucesso. O casal Margarida e Mário Palumbo, de Ribeirão Preto, ele com a atuação vibrante de suas intervenções nos debates do Encontro, marcadas pela sua indisfarçável formação beneditina e pelo seu atuante espírito levítico, de profunda identidade com este signatário, se faz merecedor de destaque especial pela criação e mantença desta página eletrônica www.oraetlabora.com.br, já de conhecimento geral no Brasil e no exterior. A página, que concretizou idéia aflorada no Encontro de São Luís, é de sua exclusiva iniciativa, com custos de manutenção técnica e pessoal inteiramente às suas expensas, e a colocou inteiramente aberta ao MPC e à Associação Rumos, publicando assunto diversos em links variados, pelo que foi menção honrosa do Presidente do Encontro, no que mereceu aplausos calorosos de todos os presentes. Entre as representações regionais, merece destaque a do Paraná, não somentepela participação nos debates e pela exposição dos trabalhos de colaboração pastoral que realizam em suas comunidades, mas pelo compromisso assumido, com a aclamação geral, de presidirem a Associação Rumos e assumirem o Conselho Editorial do Jornal RUMOS. A presidência da AR ficou com o casal Altiva e Armando Holosheski, a vice-presidência com Ausília e Joarez Virgulino Aires, a tesouraria com German Calderon e Esposa, residentes em Guarapuava e Curitiba. A redação do Jornal ficou com o casal Vice-Presidente, sendo que todos se compenetraram do compromisso da continuidade histórica do MPC na destinação profética de seu carisma; e da edição bimensal ou até trimestral do Jornal, como porta-voz do Movimento dos Padres Casados e de suas atividades, quaisquer que sejam. A representação de São Paulo, com a luzidia presença do casal Rosa e Francisco Rezende, que, nos últimos quatro anos, teve a incumbência do Conselho Editorial do RUMOS, com Darcy Corazza, Fábio França, Vânia e Moisés Vilaça, ausentes, mereceu destaque especial da Presidência, pelo sucesso do seu desempenho, que lhes custou tempo precioso de trabalho e sacrifício de seus lazeres sociais, no que foram calorosamente aplaudidos. O signatário, que no arroubo de seu improviso, já citado acima, referiu-se ao distinto casal, subscritores do artigo, no Nº 187 de Rumos, propondo “repensar, reestruturar, inovar e ousar um outro mpc, com uma