O Regresso à Grécia

Desde que o nacionalismo não erga sua horrível cabeça, não é ruim que uma pessoa tenha saudade da língua que perdeu, das cidades ou bairros das brincadeiras infantis, do colégio onde estudou e dos ritos familiares entre os quais cresceu Mario Vargas Llosa – 17 ‎ago 2019 – Foto: Daqui Um rapaz grego, há meio século, cansado da falta de trabalho e do caos que o rodeavam em seu país natal, conseguiu escapar para a Suécia. Enfrentou ali a difícil vida do imigrante. Sobrevivendo como podia, aprendeu o idioma – e tão bem que descobriu uma vocação de escritor e começou a escrever em sueco. Teve bastante sucesso. Tanto que pôde ganhar a vida escrevendo romances e ensaios. Casou-se com uma sueca, com quem teve filhos e netos. Comprou um apartamento, depois uma casinha de verão e um pequeno apartamento onde se encerrava de manhã e de tarde para ler e escrever. Theodor já tinha feito 70 e tantos anos quando um dia, de repente, vivenciou algo que nunca até então havia conhecido: um bloqueio intelectual. Olhava o rolo de sua pequena máquina portátil e tinha a mente em branco, sem uma única ideia sobre a qual redigir.

“Se não criarmos novos antibióticos, as pessoas morrerão aos 50 ou 60 anos, como antes”

Prêmio Nobel de Química Ada Yonath alerta que resistência bacteriana causará mortes na metade da vida. A entrevista é de Ana Alfageme, publicada por El País, 27-05-2019. Foto: A cientista Ada Yonath, fotografada esta semana em Madri. Fundación Ramón Areces A prêmio Nobel de Química Ada Yonath parece uma pessoa especial logo ao vê-la. Em torno da cadeira de rodas — o voo de Israel maltratou seus quadris de quase octogenária — acontece um pequeno caos formado por uma bolsa, vários lenços de papel, uma bengala dobrável e uma mochila cheia na qual remexe e que não abandonará nem quando subir ao palco do encontro O Futuro do Envelhecimento, realizado na semana passada em Madri e organizado pela Fundação Ramón Areces.

O retorno da indústria da loucura

  Por: Ricardo Machado | Edição: Patricia Fachin  – 03/04/2019 A nota técnica Nº 11/2019 divulgada pelo Ministério da Saúde em fevereiro deste ano, sobre as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas, “traz em essência o ‘especialismo’ da psiquiatria como estruturante” para o tratamento de pacientes acometidos por doenças mentais e dependentes químicos, avalia a psicóloga Maria de Fátima Bueno Fischer. Na avaliação da psicóloga, o uso de práticas que são questionadas pelo movimento da luta antimanicomial há mais de 40 anos no país demonstra um “retorno da ‘indústria da loucura’, ou seja, segmentos que voltam a lucrar com o sofrimento psíquico omitem os verdadeiros interesses econômicos e políticos de tal documento”, afirma.

O direito à cidade consiste no direito de usufruto pleno da vida urbana.

  Wagner Fernandes de Azevedo e João Vitor Santos, 02/04/2019 O design pode ser tanto uma ferramenta política quanto uma ferramenta para a política. Segundo a professora Barbara Szaniecki, o design é político porque “lida continuamente com controvérsias e conflitos seja onde for, na esfera artística ou ainda num projeto educacional”. Deste modo, Szaniecki afirma que o trabalho do profissional na gestão política para “transformar a representação vertical por meio de articulações horizontais segue sendo um desafio para o designer em sua relação com o poder público”.

QUE FAREMOS DESTA QUARESMA?

  Frei Bento Domingues, O.P.  – 10/03/2019 Foto: A Mão da Vida A Quaresma vem depois do carnaval. Não tenho grande devoção às versões televisivas dos carnavais nacionais e estrangeiros. Não assinaria, porém, a carta da Irmã Lúcia ao Patriarca de Lisboa para que o governo de Salazar proibisse o carnaval. Substituir as festas populares do carnaval pela adoração reparadora do Santíssimo Sacramento pode ser um exercício espiritual de grande valor, mas pode também dar a ideia que Jesus se dá mal com a alegria popular.

O vaso sanitário com que Bill Gates quer economizar 880 bilhões de reais

JASON GALE (BLOOMBERG) – 7/11/2018 Foto: Um dos modelos de vaso sanitário apresentados na feita de Pequim. MARK SCHIEFELBEIN / AP Tecnologias de esterilização de dejetos humanos poderiam impedir meio milhão de mortes de crianças. Cada real investido em saneamento rende cerca de 21 reais em ganhos econômicos mundiais. A reportagem é de Jason Gale, publicada por El País, 07-11-2018.

‘A ética do século 21 é a bioética’, afirma filósofo espanhol

Felipe Cherubin -21/11/17 -Foto: Emaze “Neste admirável mundo novo, Mukherjee relembra que mais do que qualquer outro pensador, foi Bateson quem anteviu o lado sombrio da genética que traria consigo um elemento tão poderoso que não tardaria até que fosse aplicado para controlar a composição de toda uma nação, quiçá da humanidade, assim como Platão havia imaginado há mais de 2.500 anos”, escreve Felipe Cherubin,  jornalista e filósofo, coautor de ‘O Que É a Inteligência?‘, sobre a obra de Xavier Zubiri, em artigo publicado por O Estado de S. Paulo, 19-11-2017 .

Revolução 4.0. “O trabalho será diferente, mas deverá ser trabalho, não pensão”, afirma Francisco

 Paolo Viana – 29 Maio 2017 Foto: Famiglia Cristiana  Deve ficar claro que o objetivo verdadeiro a ser alcançado não é a “renda para todos”, mas sim o “trabalho para todos”. Porque, sem trabalho para todos, não haverá dignidade para todos. A renda básica é posta de molho, e o aplauso torna-se um rugido, debaixo das pontes rolantes da empresa Ilva. A reportagem é de , publicada por Avvenire, 28-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Existe vida extra-terrestre?

Leonardo Boff – 24/02/2017  “A vida não seria fruto do acaso… Bioquímicos e biológicos moleculares mostraram (graças aos computadores de números aleatórios) a impossibilidade matemática do acaso puro e simples.  Para que os aminoácidos e as duas mil enzimas subjacentes pudessem se aproximar e formar uma célula viva, seriam necessários trilhões e trilhões de anos, mais do que os 13,7 bilhões de anos, a idade do universo. As possibilidades são de 10 em potência 1000, contra um. O assim chamado acaso é expressão de nossa ignorância.”