O Brasil por trás do cartaz de uma manifestação

João da Silva foi fotografado em ato pela educação, no Rio, com um cartaz que mostrava a realidade de muitos jovens da periferia: foi o primeiro da família a ingressar em uma universidade pública   BEATRIZ MOTA – Rio de Janeiro 3 JUN 2019 Foto: João, durante manifestação / BEATRIZ MOTA João da Silva se pôs de pé às 5h, quando o sol ainda nem havia surgido por trás do Monte das Oliveiras —um morro anônimo apelidado assim por Francisca, sua avó, e que fica colado ao condomínio popular em que vivem. Seguiu a rotina: banho, cabelo na régua, visual na beca, pausa para a selfie no espelho do banheiro, preparo da marmita e a benção da matriarca antes de iniciar o rolê. No bairro de Senador Vasconcelos, zona Oeste do Rio de Janeiro, pegou um 397, ônibus que leva cerca de duas horas em direção ao centro da cidade.

Bispos franceses não podem ficar alheios à crise dos ”Coletes Amarelos”

Arnaud Bevilacqua – 22/01/2019 Foto: noticiasaominuto.com  Tanto as lideranças políticas quanto eclesiais são chamadas a ouvir aqueles que estão em contato com os que não têm voz. Um mês depois de os bispos franceses pedirem diálogo e debate para acabar com a crise dos Coletes Amarelos, o padre Grégoire Catta SJ, diretor do Serviço Família e Sociedade da Conferência dos Bispos da França, faz um retrospecto da mobilização da Igreja local sobre a questão. A reportagem é de Arnaud Bevilacqua, publicada em La Croix Internacional, 21-01-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As garotas radiativas

No livro ‘The Radium Girls’, Kate Moore reconstrói a tragédia das mulheres que morreram por trabalhar com o elemento rádio na fabricação de relógios fluorescentes   LUCÍA LIJTMAER , 9 JAN 2019  Foto: Uma trabalhadora emprega pintura luminosa em uma fábrica de relógios em 1932. GETTY Quando Catherine Wolfe Donohue chegou ao galpão da Radium Dial Company, em Illinois, nos Estados Unidos, ao final da Primeira Guerra Mundial, não podia estar mais feliz. Para uma operária jovem, de apenas 18 anos, não havia melhor trabalho que pintar esferas nos relógios lá fabricados. Tratava-se de um trabalho muito meticuloso, que exigia precisão e mão firme, mas pagava bem, num cálculo por esfera pintada. E o melhor: ela poderia trabalhar com o rádio, o novo elemento da moda.

Raízes profundas (e frequentemente invisíveis) da violência.

Eduardo Hoornaert – 31/12/2017 Todos lamentamos as crescentes ondas de violência em nossas sociedades. Contudo, nem sempre tomamos consciência de suas raízes profundas, que frequentemente ficam tão escondidas que acabam sendo confundidas com fatores considerados neutros.   Aqui também um estudo da história é esclarecedor, como se verá em seguida.

Trabalho e férias

 Anselmo Borges, 28/07/2017 1. O Homem “define-se” por muitas características. O trabalho – homo laborans – é uma dessas dimensões constitutivas do humano. E, quando falamos do trabalho, não pensamos apenas na necessidade que o Homem tem de se esforçar para poder sobreviver – ele há esta palavra tremenda: “trabalhar para ganhar a sua vida”, que há dias o L”Osservatore Romano, órgão oficioso do Vaticano, disse que também se deve aplicar aos padres.