A pessoa e a dinâmica religiosa (1)

A dinâmica religiosa deriva da experiência de contingência radical e da esperança num sentido final.   Anselmo Borges 12 Janeiro 2020  Foto: blog e-inscrição Oque é a religião? O que deve entender-se por pessoa religiosa? Onde se fundamenta a religião? Qual é o dinamismo que está na base das religiões? Porque há religião/religiões? Toda a religião tem que ver com a ética e também com a estética. Hegel viu bem quando afirmou que a arte, a religião e a filosofia estão referidas ao Absoluto. A pergunta é, como escreveu o filósofo J. Gómez Caffarena, se a ética, a estética e a filosofia acabarão por absorver a religião, como já insinuava Goethe: “Quem tem arte (e moral e filosofia) tem religião; quem a não tem, que tenha religião.”

Adela Cortina e o conceito ético de “aporofobia”, medo e rejeição do POBRE

  Luísa Ribeiro Ferreira | 8 Out 19  Foto © António Marujo O nome de Adela Cortina é conhecido e respeitado na filosofia contemporânea, nomeadamente nos campos da filosofia política e da ética aplicada. Uma das teses que mais veementemente tem defendido é a necessidade de uma educação para os valores, algo a que a Escola e a Universidade deveriam prestar mais atenção. Num dos seus recentes livros cunhou o conceito de “aporofobia” [1], dissertando sobre o modo como a pobreza é encarada na sociedade actual e como tal situação é incompatível com a democracia, pois esta implica e exige o direito à inclusão.

MINHA HISTÓRIA “Me apaixonei por um padre. Aos 50 anos, casei com ele na igreja”

  Mariana Costa – Colaboração para Universa – 27/07/2019  Foto: O casal Cláudia Torres e Obertal Xavier – Imagem: Arquivo pessoal Na literatura e nas artes, a paixão é retratada como um sentimento poderoso, arrebatador e escravizante, que quase sempre termina com um desfecho trágico. Obstáculos morais, culturais, econômicos e familiares podiam impedir que duas pessoas ficassem juntas. Mas a ideia de amor romântico tem passado por grandes transformações. A história dos professores Cláudia Torres (52) e Obertal Xavier (54) é um exemplo de conto de fadas contemporâneo, com muitas dificuldades pelo caminho e um final feliz.

Entrevista “Nunca haverá um tempo sem Deus ou religião”

“Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.”   Pedro Rios – 9/02/2019. Foto: Daqui Académico que faz best sellers sobre religião, nómada espiritual, crítico de Trump, Reza Aslan é uma das vozes mais ouvidas nos EUA quando se fala de fé e religião. Em Deus – Uma Biografia defende que há milénios que os homens projectam Deus à sua imagem e semelhança – e vão continuar a fazê-lo. “Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.” Livros como O Zelota — A Vida e o Tempo de Jesus de Nazaré (ed. Quetzal, 2014) e No God but God: The Origins, Evolution, and Future of Islam (Random House, 2005) figuraram nas listas de melhores livros dos respectivos anos e nos escaparates dos best sellers.

Ódio, uma patologia estúpida. Artigo de Vito Mancuso

  Vito Mancuso – 18/01/2019 – Foto: Raiva /Pixabay “O ódio é uma doença do espírito: não por acaso, a tradição cristã, mas também judaica e islâmica, considera que Satanás é um anjo decaído, e o anjo é precisamente puro espírito.” A opinião é do teólogo italiano Vito Mancuso, ex-professor da Teologia Moderna e Contemporânea da Universidade San Raffaele de Milão, e ex-professor de História das Doutrinas Teológicas da Universidade de Pádua. Em português, é autor de “Eu e Deus: um guia para os perplexos” (Paulinas, 2014). O artigo foi publicado em Il Foglio, 16-01-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Em hospital do Sudão do Sul, cirurgião supera adversidades para ajudar quem mais precisa

Em hospital do Sudão do Sul, cirurgião supera adversidades para ajudar quem mais precisa Donatella Lorch, em Bunj, Sudão do Sul | 25 Sep 2018 Fotos: Acnur Em uma região tensa e volátil do Sudão do Sul, o Dr. Evan Atar Adaha dedica-se à causa de prestar assistência médica aos mais necessitados. O Dr. Evan Atar Adaha com uma refugiada do Sudão e seu filho desnutrido no centro de estabilização nutricional do Hospital Maban, na cidade de Bunj, Maban County, Sudão do Sul. © ACNUR/ Will Swanson

É preciso dar aos padres a oportunidade de falar sobre sua vida emocional

O perigo é que os padres, que, com grande generosidade e amor, dão aos outros a possibilidade de se abrir intimamente, podem não conseguir se expressar ou confessar de forma plena, o que é arriscado.   Céline Hoyeau – 05 Junho 2018 – Foto: cinemundo.pt “Nenhuma história de salvação tem outra ligação primária que não com a realidade, e a realidade associa-se ao nosso corpo e às nossas emoções”, afirma Michael Davide Semeraro, irmão religioso, membro da Comunidade Beneditina da Koinonia de la Visitation no vale de Aosta, no noroeste da Itália. A entrevista é de Céline Hoyeau, publicada por La Croix International, 04-06-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla. Ele é o autor de um livro sobre a sexualidade dos padres (La vérité vous rendra libres: Spiritualité et sexualité du prêtre – A verdade vos tornará livres: Espiritualidade e Sexualidade dos Sacerdotes, tradução livre).

Burnout: «Os padres entram num mundo de trevas sem mais perspetiva.»

Ricardo Perna: Texto e fotos – 18/11/2017   D. José Ornelas, bispo de Setúbal, fala à Família Cristã sobre o tema do burnout dos sacerdotes, e o que a diocese de Setúbal tem feito para prevenir isso.  Mas também não deixa de apontar o dedo à responsabilidade de cada sacerdote, na gestão do seu tempo e emoções, e às comunidades, que têm de apoiar e aliviar os seus sacerdotes.