HOJE A VENEZUELA, AMANHÃ TODA A AMAZÔNIA
ROBERTO MALVEZZI (GOGÓ) – 28/02/2019 – Imagem: Daqui Algumas pessoas próximas me pediram uma síntese da situação da Venezuela. Com o jogo midiático pesado em cena, ficou difícil compreender os meandros do que realmente se passa. Penso que só há saída dessa crise de forma democrática e com a mediação dos organismos internacionais. A via militar e da guerra só trará para a região o conflito que já se deu na Síria, isto é, Estados Unidos e União Europeia de um lado, China e Rússia do outro. Porém, os Estados Unidos perderam a guerra na Síria e agora deixaram os europeus falando sozinhos naquele país. Finalmente, há interesses internacionais sobre toda a Amazônia. A reação ao Sínodo Pan-Amazônico mostra claramente que há ali outro projeto, do grande capital internacional, que além do petróleo venezuelano, quer também a biodiversidade, a água e todos os bens minerais que estão naquele imenso território.
Papa aos líderes religiosos: “Ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”
Vatican News – 05/02/2019 Não há tempo a perder. E muito menos alternativas. Chegou o momento em que as religiões “devem se empenhar mais ativamente, com valor e audácia, com sinceridade, em ajudar a família humana a amadurecer a capacidade de reconciliação”. Durante o encontro com 700 líderes religiosos de todas as confissões, em uma atmosfera de dia histórico, o Papa Francisco fez um forte chamado deAbu Dhabi: “ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”. O Pontífice elogia os Emirados Árabes Unidospela sua tolerância. Lembra o que é a plena liberdade de fé. E destaca: “que os direitos fundamentais sejam sempre respeitados”. A reportagem foi publicada por Vatican News, 04-02-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.
Na visita a Emirados Árabes, Papa Francisco fala à ‘periferia’ católica
Um milhão de fiéis no país da Península Arábica são estrangeiros; monarquia não autoriza proselitismo religioso fora do Islã Richard Furst, especial para O Globo – 04/02/2019 Foto: Richard Furst – Visita do Papa agitou comunidade católica nos Emirados Árabes, formada principalmente por indianos e filipinos que trabalham no país. — A fraternidade humana exige de nós, representantes das religiões, o dever de banir qualquer nuance de aprovação da palavra guerra — disse o Papa Francisco. — Em nome de Deus, é necessário condenar sem hesitação toda forma de violência, porque usar o nome de Deus para justificar o ódio e a violência contra o irmão é uma grave profanação.