A nossa riqueza são os laços

  Florescem as comunidades quando são capazes de cooperação. Se não tivéssemos iniciado a cooperar (agir juntos) a vida em comum não teria sequer tido início; teríamos ficado evolutivamente bloqueados na fase pré-humana.

A carícia essencial que resgata nossa humanidade

Leonardo Boff, 18/02/2014 A carícia constitui uma das expressões supremas da ternura sobre a qual discorremos no artigo anterior. Por que dizemos carícia essencial? Porque queremos distingui-la da carícia como pura moção psicológica, em função de uma bemquerença fugaz e sem história.

A Ternura: a seiva do amor

“O amor é uma chama viva que arde, mas que pode bruxulear e lentamente se cobrir de cinzas e até se apagar. Não é que as pessoas se odeiam. Elas ficaram indiferentes umas às outras”, escreve Leonardo Boff, teólogo, filósofo e escritor.

MST – um fermento na democratização do Brasil

  “Não foi e não é a legalidade em si que move o MST, mas é a legitimidade da condição de cidadania, entendida como direito igual de todas e todos.”, escreve Cândido Grzybowski, sociólogo e diretor do Ibase, em artigo publicado pelo Canal Ibase, 25-01-2014.

A profecia e a injustiça

A pobreza é uma dimensão da condição humana, é uma realidade básica da vida de toda a gente. Grave erro da nossa civilização é considerá-la um problema típico de algumas categorias sociais ou povos que de vez em quando se assumem como “empreiteiros” da pobreza: um modo de nos imunizarmos sempre mais dos pobres, banindo-os, como bode expiatório, para fora das fronteiras da convivência civil.

A Fortaleza (para além das crises)

Virtudes a redescobrir e a viver Virtude particularmente preciosa em tempos de crise é a fortaleza. É a capacidade de continuar a viver e resistir em períodos longos e duros de adversidade. Uma força espiritual e moral a que as gerações passadas atribuíam enorme importância, a ponto de a chamarem virtude cardeal. A fortaleza permite que não se abandone a luta quando tudo levaria a fazê-lo. É a fortaleza que nos faz resistir na busca da justiça em contextos de corrupção; que nos faz continuar a pagar impostos quando muita gente o não faz; a respeitar os outros quando não nos respeitam a nós; a ser não violentos em ambientes violentos.

Prudência (e para além dela…)

Virtudes a redescobrir e a viver  Sempre existiu profunda amizade entre o bem-viver, a boa economia e a virtude da prudência. Mas o que foi, e é, verdadeiramente importante é saber reconhecer a prudência não virtuosa e aquela imprudência que pode ser virtude. A aurora da modernidade foi palco do debate sobre os mecanismos, para uns providenciais, destinados a orientar para o bem-estar social não só as escassas virtudes, mas também e sobretudo os abundantes vícios das pessoas reais, os vícios do «homem assim como ele é, para bem os usar na sociedade humana» (Vico, La scienza nuova, 1744).

Justiça (para além da iniquidade)

Virtudes a redescobrir e a viver Existe acentuado contraste entre o profundo sentido de justiça que todos – mesmo os malvados – reconhecemos no próprio interior e o mundo que nos surge como espetáculo de injustiça generalizada.