Quem tem medo da agricultura ecológica?

 “Se as práticas agroecológicas emergem é precisamente como resposta a um modelo de agricultura que contamina a terra e os nossos corpos.” A reflexão é de Esther Vivas em artigo publicado no jornal espanhol Público, 07-07-2014. A tradução é de André Langer.

Em nós estão todas as memórias do universo

O ser humano é o último ser de grande porte a entrar no processo da evolução por nós conhecido. Como não existe somente matéria e energia, mas também informação, esta vem estocada em forma de memória, em todos os seres e em nós ao longo de todas as fases do processo cosmogênico.

“As plantas têm neurônios, são seres inteligentes”

 Graças aos nossos amigos do Redes, o programa de Eduard Punset, pesquisadores incansáveis de diversas áreas do conhecimento científico buscam ampliar os limites do saber. Dentre esses que se questionam sobre quem somos e qual papel desempenhamos nesta sopa de universos, descobrimos Mancuso, que nos explica que as plantas, vistas pela câmera rápida, se comportam como se tivessem cérebro: elas têm neurônios, se comunicam mediante sinais químicos, tomam decisões, são altruístas e manipuladoras.

Além dos limites

[EcoDebate] É possível viver bem, com plena qualidade de vida, sem depender de crescimento econômico constante? Talvez seja essa a principal pergunta localizada no cerne do debate existente entre os economistas ecológicos (ecoeconomistas) e os tradicionais (neoclássicos).

Monges que protagonizam o diálogo entre religiões e intercâmbios espirituais

 Nos últimos anos, tornamo-nos cada vez mais conscientes de que ser “religioso” hoje significa ser “inter-religioso”, isto é, aberto a receber os estímulos que as outras religiões podem oferecer, conscientes de que, se só conhecermos a nossa religião, é provável que a compreenderemos e a viveremos de forma incompleta. A análise é do monge beneditino William Skudlarek, da Abadia de Saint John, nos EUA, e consultor do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-Religioso, em artigo publicado no jornal L’Osservatore Romano, 02-07-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O importante não é o bem, mas a bondade

“O Bispo Francisco não acredita no ‘bem’. Seu projeto de vida, de Igreja e de futuro é a ‘bondade’. Porque só a bondade é digna de fé.     Em suma, a bondade não é nada mais – e nada menos – que viver de tal maneira que quem vive comigo, seja quem for, se sinta bem. Esta é a bondade que eu desejo.”A reflexão é do teólogo José María Castillo, em seu blog Teología sin Censura, 18-05-2014. A tradução é de André Langer.

Uma comunidade incapaz de lidar com o desacordo está mal preparada para o futuro

Os primeiros discípulos falaram com ousadia, assim nos diz Lucas (Atos 9, 29; 14,3). Esta é a parrhesia que Simon Tugwell define como «ser capaz de dizer tudo e qualquer coisa». As nossas Igrejas estão cheias de palavras: inumeráveis documentos, escritos de orientação, declarações episcopais, dissertações teológicas, sermões, artigos eruditos, crónicas jornalísticas.

Monsanto, a semente do diabo

“A Monsanto não poupou recursos para acabar com as sementes camponesas: ações legais contra agricultores que tentam conservá-las, patentes de monopólio, desenvolvimento de tecnologia de esterilização genética de sementes, etc. Trata-se de controlar a essência dos alimentos e, assim, aumentar sua cota de mercado”.  –  A história da Monsanto “é a história da sacarina e o aspartame, do PBC, do agente laranja, dos transgênicos. Todos fabricados, ao longo dos anos, por esta empresa. Uma história de terror”, escreve a jornalista e ativista política e social Esther Vivas, em artigo publicado pelo jornal espanhol Público, 29-05-2014. A tradução é do Cepat.

Ascensão do Senhor. Como dizer a Páscoa de outra maneira?

A Festa da Ascensão nos atrai para as alturas, mas nos reenvia ao cotidiano da nossa vida. Jesus foi para o céu, mas para inaugurar o tempo do Espírito Santo e nos enviar em missão para os nossos irmãos e nossas irmãs. Hoje é, portanto, a festa da Igreja, Corpo de Cristo, cuja cabeça está no céu e pés na terra.  A reflexão é de Raymond Gravel, padre da Diocese de Joliette, Canadá, e publicada no sítio Réflexions de Raymond Gravel, comentando as leituras do Domingo da Ascensão do Senhor – Ciclo A do Ano Litúrgico (01 de junho de 2014). A tradução é de André Langer. Referências bíblicas: Primeira leitura: At 1,1-11  –  Segunda leitura: Ef 1,17-23  –  Evangelho: Mt 28,16-20