O retorno da indústria da loucura
Por: Ricardo Machado | Edição: Patricia Fachin – 03/04/2019 A nota técnica Nº 11/2019 divulgada pelo Ministério da Saúde em fevereiro deste ano, sobre as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas, “traz em essência o ‘especialismo’ da psiquiatria como estruturante” para o tratamento de pacientes acometidos por doenças mentais e dependentes químicos, avalia a psicóloga Maria de Fátima Bueno Fischer. Na avaliação da psicóloga, o uso de práticas que são questionadas pelo movimento da luta antimanicomial há mais de 40 anos no país demonstra um “retorno da ‘indústria da loucura’, ou seja, segmentos que voltam a lucrar com o sofrimento psíquico omitem os verdadeiros interesses econômicos e políticos de tal documento”, afirma.
O direito à cidade consiste no direito de usufruto pleno da vida urbana.
Wagner Fernandes de Azevedo e João Vitor Santos, 02/04/2019 O design pode ser tanto uma ferramenta política quanto uma ferramenta para a política. Segundo a professora Barbara Szaniecki, o design é político porque “lida continuamente com controvérsias e conflitos seja onde for, na esfera artística ou ainda num projeto educacional”. Deste modo, Szaniecki afirma que o trabalho do profissional na gestão política para “transformar a representação vertical por meio de articulações horizontais segue sendo um desafio para o designer em sua relação com o poder público”.
Promessa de primeira-ministra. Jacinda nunca vai mencionar nome do atirador de Christchurch
Rádio Renascença – 19 mar, 2019 . Foto: DAQUI Um australiano nacionalista, de 28 anos, é o suposto responsável pelos ataques às mesquitas Al-Noor e de Linwood, que fizeram pelo menos 50 mortos e quase meia centena de feridos. O ex-preparador físico, que obteve uma licença de porte de arma em novembro de 2017, tinha cinco armas, incluindo duas semiautomáticas de estilo militar, que terá usado nos ataques.
Prisão de Temer pode motivar reação política contra Lava Jato, diz filósofo
Flávio Costa – Do UOL, em São Paulo – 21/03/2019 O filósofo Roberto Romano – Imagem: Antoninho Perri/Ascom/Unicamp Muita gente vai comemorar a prisão de Temer, principalmente no setor da esquerda. Mas eu acho que este é um momento de reflexão sobre a atuação de vários setores da política brasileira e de suas instituições. Nós estamos à beira de uma crise de geral do Estado e de sociedade. O filósofo afirma que pessoas que trabalham com instituições deveriam se pautar pela prudência e agir em momentos adequados para evitar o acirramento dos ânimos da sociedade.
QUE FAREMOS DESTA QUARESMA?
Frei Bento Domingues, O.P. – 10/03/2019 Foto: A Mão da Vida A Quaresma vem depois do carnaval. Não tenho grande devoção às versões televisivas dos carnavais nacionais e estrangeiros. Não assinaria, porém, a carta da Irmã Lúcia ao Patriarca de Lisboa para que o governo de Salazar proibisse o carnaval. Substituir as festas populares do carnaval pela adoração reparadora do Santíssimo Sacramento pode ser um exercício espiritual de grande valor, mas pode também dar a ideia que Jesus se dá mal com a alegria popular.
Todos os heróis de Bolsonaro
João Filho – 3 de Março de 2019, 9h00 A CERIMÔNIA de posse do novo diretor-geral da hidrelétrica de Itaipu tinha tudo para ser uma ocasião corriqueira na agenda de Bolsonaro. O ex-capitão nomeou um general para o cargo e aproveitou o evento para exaltar os ditadores brasileiros que participaram da construção da usina binacional junto com o Paraguai. Afirmou que Castello Branco foi “eleito em 1964″ e saudou Costa e Silva, Médici e Geisel. O último ditador militar, Figueiredo, foi merecedor de um afago especial: “saudoso e querido”. Nada demais até aí. Prestar homenagens à ditadura militar é um cacoete do nosso presidente.
Violência contra mulheres quilombolas e assassinato de Marielle Franco são tratados em evento da ONU
Mônica Benício – 01 Março 2019 Foto: Completo quase um ano da execução de Marielle Franco, o caso não foi elucidado. / Emy Lobo/ Mídia Ninja Por questionarem poderes e estruturas, mulheres urbanas, rurais e de comunidades tradicionais sofrem múltiplas violências ao defenderem os direitos humanos. Assassinato de Marielle Franco, relatado por Mônica Benício, será um dos destaques. A ocupação do cargo principal do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos pela pastora evangélica, Damares Alves, na nova gestão de governo e a edição do Decreto 9.685/2019, que facilita a posse de armas de fogo no Brasil, geram novos alertas para as organizações sociais sobre o alto risco de aumento da violência contra a mulher, ampliação da desassistência do Estado e a permanência de ambiente de impunidade. A reportagem é publicada por Terra de Direitos, 28-02-2019.
HOJE A VENEZUELA, AMANHÃ TODA A AMAZÔNIA
ROBERTO MALVEZZI (GOGÓ) – 28/02/2019 – Imagem: Daqui Algumas pessoas próximas me pediram uma síntese da situação da Venezuela. Com o jogo midiático pesado em cena, ficou difícil compreender os meandros do que realmente se passa. Penso que só há saída dessa crise de forma democrática e com a mediação dos organismos internacionais. A via militar e da guerra só trará para a região o conflito que já se deu na Síria, isto é, Estados Unidos e União Europeia de um lado, China e Rússia do outro. Porém, os Estados Unidos perderam a guerra na Síria e agora deixaram os europeus falando sozinhos naquele país. Finalmente, há interesses internacionais sobre toda a Amazônia. A reação ao Sínodo Pan-Amazônico mostra claramente que há ali outro projeto, do grande capital internacional, que além do petróleo venezuelano, quer também a biodiversidade, a água e todos os bens minerais que estão naquele imenso território.
Crise na Venezuela expõe divisão entre militares e olavismo
José Antônio Lima – 26 Fevereiro 2019 Foto: Mourão descarta intervenção militar na Venezuela / Pamela Brew – Flickr Ímpeto anti-Maduro de Bolsonaro na campanha esfriou depois que ele chegou ao governo, e a posição mais cautelosa tem que ver com o embate entre a ala militar e o grupo ideológico ligado ao chanceler Ernesto Araújo. A reportagem é de José Antônio Lima, publicado por Deustche Welle, 25-02-2019.
Escravos da religião: inspeções no Brasil revelam o lado negro dos cultos
Fabio Teixeira – 21/02/2019 – Tradução: Orlando Almeida Foto: As vítimas não tinham jornada de trabalho estabelecida e não recebiam nenhuma remuneração pelas atividades. Eles trabalhavam em troca de casa e comida. / Divulgação – Daqui Inspetores do trabalho disseram que o trabalho para a Traduzindo o Verbo não poderia ser considerado voluntário porque os líderes estavam se enriquecendo com o trabalho de seguidores que eram mantidos na pobreza.