Ministro considera esgotado modelo de desenvolvimento baseado na massificação do consumo
Mangabeira Unger participou de comissão geral no Plenário da Câmara nesta quinta-feira. – “Não basta regular a economia de mercado. Não basta atenuar as suas desigualdades por meio de políticas sociais retrospectivas ou compensatórias. É necessário democratizar a economia de mercado, para que mais gente tenha mais acesso a mais mercados, de mais maneiras. Essa é uma maneira de descrever o propósito da nova estratégia de desenvolvimento nacional.
Somos feias mas estamos aqui: nou lèd, nou la!
Leonardo Boff – 20 de agosto de 2015 Curiosamente, as mulheres haitianas desenvolveram, no meio das maiores adversidades, uma visão encantada da vida. Segundo esta visão, o que conta, de verdade, na vida, é estar vivo e sobreviver. Foi o que mais impressionou a autora. A avó contava que mulheres como ela, quando se encontravam nos caminhos, ou voltavam cansadas e empoieradas das roças, cumprimentavam-se com esta expressão: “nou lèd, nou la” que quer dizer: “somos feias mas estamos aqui”.
O longo caminho em busca do Outro
“Temos que tentar ir além da simples tolerância e nos esforçarmos para aprender uns com os outros”, afirma o teólogo. Imagem: geledes.org.br Vivemos em um mundo em constantes e rápidas transformações, mas, afinal, o que ou quem decide o que é tolerável nesse contexto? Longe de ter uma resposta pronta para o tema, Roger Haight, em entrevista por e-mail à IHU On-Line, explica que algumas culturas, inclusive religiosas, definem-se na comparação com outras, o que inclui o ódio a grupos distintos. “Qualquer religião que promova a intolerância de outras religiões acaba por desacreditar-se.
Medo, o triunfo da intolerância
“A nova forma ‘conservadora’ que toma conta da política brasileira anuncia muitas dores, o que só não é percebido pelos que não estudam a massas urbanas e modernas. Pregar a extinção de outras crenças e culturas é uma regressão cultural que equivale ao feito pelo nazismo e pelo estalinismo no século XX”, afirma o professor Roberto Romano.
Como me tornei uma anarquista
“Para o anarquista um ser humano, portanto, é sempre usado como fim e não como meio – e um ser humano que vive de salário, e que, assim, aluga seu intelecto e seu físico para que alguém obtenha lucro, está sendo usado como meio e não como fim. O anarquista é contra a exploração do homem pelo homem, do forte pelo fraco. Por isso o anarquismo, como me foi explicado, é um movimento que cabe aqueles que desejam mudar o mundo e não apenas entendê-lo”.
Fracasso do sistema prisional: “Dos juízes espera-se mais do que uma atuação burocrática e formal”. Entrevista especial com Haroldo Caetano da Silva
“O encarceramento persiste como resposta preferencial para os problemas da sociedade”, afirma o promotor de Justiça. Patrícia Fachin – 06 de agosto de 2015 A superlotação dos presídios brasileiros demonstra que a “prisão é utilizada como um recurso de contenção social”, que não “ataca as causas da violência”, diz Haroldo Caetano da Silva à IHU On-Line. Na avaliação dele, a solução para resolver o excesso de detentos nos cárceres depende da “aplicação de outras modalidades de sanção penal, não privativas da liberdade. A prisão, de regra geral, deveria passar a ser excepcional. A legislação já dispõe de um arcabouço razoável de penas não privativas da liberdade. Falta aplicá-las”.
O que é ter fé
“A Igreja está em crise. Suas autoridades culpam o laicismo, o relativismo, o hedonismo. Ora, será que as autoridades religiosas, e nós, frades, freiras, padres e pastores, não temos culpa nisso, por apresentar a fé cristã como verdades cristalizadas em doutrina, e não expressada em vivência?” Frei Betto – Adital – 03/08/2015
Um desafio permanente: cuidar de si mesmo
Leonardo Boff – 01/08/2015 O grande motto era o famoso gnôthi seautón, conheça-te a ti mesmo. Esse conhecimento não era algo abstrato mas muito concreto como: reconheça-te naquilo que és, procure aprofundar-te em ti mesmo para descobrires tuas potencialidades; tenta realizar aquilo que de fato podes.
Liberdade e dignidade
” Embora a liberdade humana seja finita e sempre em situação, a pessoa pertence ao reino dos fins. Immanuel Kant viu isso bem: as coisas têm um preço, porque são meios; o homem não é meio, mas fim e, por isso, tem dignidade. A dignidade co-implica direitos fundamentais, que se impõe reconhecer. As constituições democráticas reconhecem direitos fundamentais, inalienáveis, não os concedem.“
Desafio permanente: cuidar de si mesmo
Leonardo Boff – 28/07/2015 – Copyleft “O cuidado de si implica, em primeiríssimo lugar, acolher-se a si mesmo, assim como se é com suas aptidões e seus limites. Não com amargura como quem quer modificar a sua situação existencial. Mas com jovialidade. Acolher o próprio rosto, cabelos, pernas, seios, sua aparência e modo de estar no mundo, em fim seu corpo (Veja Corbin e outros, O corpo, 3 vol. 2008). Quanto mais nos aceitamos menos clínicas de cirurgias plásticas existirão. Com as características físicas que temos, devemos elaborar nosso jeito de ser no mundo.”