Adela Cortina e o conceito ético de “aporofobia”, medo e rejeição do POBRE

  Luísa Ribeiro Ferreira | 8 Out 19  Foto © António Marujo O nome de Adela Cortina é conhecido e respeitado na filosofia contemporânea, nomeadamente nos campos da filosofia política e da ética aplicada. Uma das teses que mais veementemente tem defendido é a necessidade de uma educação para os valores, algo a que a Escola e a Universidade deveriam prestar mais atenção. Num dos seus recentes livros cunhou o conceito de “aporofobia” [1], dissertando sobre o modo como a pobreza é encarada na sociedade actual e como tal situação é incompatível com a democracia, pois esta implica e exige o direito à inclusão.

São Francisco de Assis radical, muito além do “complexo industrial do bebedouro de pássaros”

 São Francisco chamou todas as criaturas – e não apenas aqueles animais não humanos que classificamos como sencientes, mas também rochas e árvores –  seus irmãos e irmãs porque, em sentido real, eles o são. Não sobrevivemos sem elas. Mas elas podem sobreviver sem nós.   de Daniel P. Horan – 18 Set 2019 Tradução: Orlando Almeida Foto: Uma estátua de São Francisco de Assis em Monterosso al Mare, Cinque Terre, Itália. (Wikimedia Commons / Gianfranco Negri) Na semana passada, num esforço para continuar comemorando e chamando a atenção para a  Season of Creation [Tempo da Criação], tuitei a seguinte observação: “Os seres humanos são chamados  a cuidar de nossa Irmã Mãe Terra, não porque ela tenha sido criada para nosso único uso e dominação, mas porque nós, como espécie,  somos os únicos que pecamos abusando dela e dos seus  outros habitantes. Pelos  nossos pecados ecológicos, Senhor, tende piedade!  SeasonOfCreation. “

O garoto judeu que foi como voluntário a Auschwitz para acompanhar seu pai

‎Rodrigo Casarin – 12/09/2019 10h03 Foto: Gustav é o de bigodinho. Fritz, o rapaz de pé no centro a foto. “Tenho muito medo do futuro. Um dos objetivos ao escrever o livro foi mostrar como refugiados judeus nas décadas de 1930 e 1940 eram vistos na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos [nações como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá aviltaram e negaram abrigo a muitos judeus que clamavam por socorro durante a ascensão nazista]

O ‘Coringa’ de Joaquin Phoenix ganha o Leão de Ouro em Veneza

Festival de Veneza celebra o filme de Todd Philips, que transformou o vilão em obra de arte. J’accuse – ‘O oficial e o espião’, de Roman Polanski, recebe o Grande Prêmio do Júri   Álex Vicente – 07/09/2019 Foto: Joaquin Phoenix (direita) e Todd Philips, com o León de Ouro por ‘Joker’.ETTORE FERRARI (EFE) O Coringa (Joker), de Todd Philips, obteve o Leão de Ouro de melhor filme do festival de Veneza. O cineasta recebeu o prêmio junto a Joaquin Phoenix, que faz uma extraordinária interpretação do célebre vilão no filme.

Moçambique: Papa desafia jovens a «escrever nova página», evocando história de superação de Eusébio (c/fotos)

Maputo, 05 set 2019 (Ecclesia) – Foto: Festa inter-religiosa em Maputo sublinha desejo de paz O Papa encontrou-se hoje com jovens moçambicanos de várias religiões, no Pavilhão de Maxaquene, em Maputo, desafiando-os a um compromisso conjunto pela paz no país. “Vós juntos – assim como estais – sois o palpitar deste povo, onde cada qual desempenha um papel fundamental, num único projeto criador, para escrever uma nova página da história, uma página cheia de esperança, paz e reconciliação”, declarou Francisco, numa festa que começou ao som de cantos e gritos como “reconciliação” ou “jovens da paz”.

O Regresso à Grécia

Desde que o nacionalismo não erga sua horrível cabeça, não é ruim que uma pessoa tenha saudade da língua que perdeu, das cidades ou bairros das brincadeiras infantis, do colégio onde estudou e dos ritos familiares entre os quais cresceu Mario Vargas Llosa – 17 ‎ago 2019 – Foto: Daqui Um rapaz grego, há meio século, cansado da falta de trabalho e do caos que o rodeavam em seu país natal, conseguiu escapar para a Suécia. Enfrentou ali a difícil vida do imigrante. Sobrevivendo como podia, aprendeu o idioma – e tão bem que descobriu uma vocação de escritor e começou a escrever em sueco. Teve bastante sucesso. Tanto que pôde ganhar a vida escrevendo romances e ensaios. Casou-se com uma sueca, com quem teve filhos e netos. Comprou um apartamento, depois uma casinha de verão e um pequeno apartamento onde se encerrava de manhã e de tarde para ler e escrever. Theodor já tinha feito 70 e tantos anos quando um dia, de repente, vivenciou algo que nunca até então havia conhecido: um bloqueio intelectual. Olhava o rolo de sua pequena máquina portátil e tinha a mente em branco, sem uma única ideia sobre a qual redigir.

A teologia do espaço público

 “Na calçada, que é de todos, não há diferença entre as minhas responsabilidades e as da Madonna” Braulia Ribeiro, 25/08/2019 Foto: Imagem de WhatsApp 31/10/2015 Moro há alguns anos nos EUA, um país em que a vida coletiva é mais simples do que no Brasil. Quando digo vida coletiva não me refiro à vida com minha família e amigos, mas ao espaço público, filas, ruas, restaurantes, lojas, repartições públicas, enfim, os lugares onde tenho que roçar ombros com desconhecidos.

Marcha das Mulheres Indígenas divulga documento final: “lutar pelos nossos territórios é lutar pelo nosso direito à vida”

“Seremos sempre guerreiras em defesa da existência de nossos povos e da Mãe Terra”, afirma documento da mobilização Por Assessoria de Comunicação do Cimi – 15/08/2019 Na terça-feira (13), mulheres indígenas ocuparam Brasília em defesa dos seus direitos. Foto: Tiago Miotto/Cimi Outras Fotos: Andressa Zumpano – CPT/MA e Adi Spezia – Cimi ‘ Após cinco dias de debates e manifestações em Brasília, as representantes de mais de 130 povos indígenas que participaram da I Marcha das Mulheres Indígenas divulgam o documento final da mobilização. “Somos totalmente contrárias às narrativas, aos propósitos, e aos atos do atual governo, que vem deixando explícita sua intenção de extermínio dos povos indígenas, visando à invasão e exploração genocida dos nossos territórios pelo capital”, afirmam no documento.

MINHA HISTÓRIA “Me apaixonei por um padre. Aos 50 anos, casei com ele na igreja”

  Mariana Costa – Colaboração para Universa – 27/07/2019  Foto: O casal Cláudia Torres e Obertal Xavier – Imagem: Arquivo pessoal Na literatura e nas artes, a paixão é retratada como um sentimento poderoso, arrebatador e escravizante, que quase sempre termina com um desfecho trágico. Obstáculos morais, culturais, econômicos e familiares podiam impedir que duas pessoas ficassem juntas. Mas a ideia de amor romântico tem passado por grandes transformações. A história dos professores Cláudia Torres (52) e Obertal Xavier (54) é um exemplo de conto de fadas contemporâneo, com muitas dificuldades pelo caminho e um final feliz.

“O sistema força você a prejudicar os outros, mesmo que não queira”. Entrevista com Stephan Lessenich

Ana Carbajosa – 06 Julho 2019 Imagem: IHU  / Daqui (Stuttgart, 1965) gosta de olhar através de um grande ângulo. Este sociólogo alemão estuda as desigualdades e os equilíbrios de poder, mas a partir do global e de uma consciência universal. Defende que adianta pouco lutar pelo bem-estar dos cidadãos na Alemanha, se isso se faz à custa do trabalho escravizado e da pilhagem de recursos naturais em países distantes, seja na produção de soja, na Argentina, ou na fabricação têxtil, na Ásia.