A Nau dos Insensatos
Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – Roma, 28/06/2018 Imagem: A Nau dos Insensatos, retratada numa xilogravura alemã de 1549 / Wikipédia.pt A nau dos insensatos é uma antiga alegoria muito usada na cultura ocidental em literatura e pinturas. Imbuída de um senso de autocrítica, ela descreve o mundo e seus habitantes humanos como uma nau cujos passageiros perturbados nem sabem nem se importam para onde estão indo (Wikipédia.pt)
O Brasil que escreve sua história com sangue de crianças
Já são oito crianças e adolescentes mortos no Rio só neste ano, por disparos aleatórios. Marcos Vinicius, de 14, do Complexo da Maré, foi alvejado pelas costas por um blindado da PM. Carla Jiménez – 24 JUN 2018 Foto: Velório de Marcus Vinicius, de 14 anos, morto na Maré / Pimentel AFP Há algo que despedaça dentro da gente quando uma criança morre, e uma mãe precisa enterrá-lo. Mas a dor é incalculável (ou deveria) quando se sabe que o pequeno ou a pequena são indefesos alvejados brutalmente por obra de uma política de segurança assassina que cobiça ainda mais poder para matar inadvertidamente. “Ele não meu viu com a roupa de escola, mãe?”, disse Marcos Vinicius da Silva, de 14 anos, enquanto sangrava pela barriga, pela bala que o atravessou vindo de um blindado da polícia.
Mãe de jovem morto no Rio: “É um Estado doente que mata criança com roupa de escola”
Felipe Betim, 25/06/2018 Foto: Corpo de adolescente morto na Maré é velado no Palácio da Cidad … Foto: O Dia – iG Prefeitura abre sua sede para velar Marcos Vinícius, 14 anos, morto durante operação policial na Maré. Professores relembram garoto e estudantes denunciam assédio da polícia em protesto. “A culpa é desse Estado doente que está matando as nossas crianças com roupa de escola. Estão segurando mochila e caderno, não é arma, não é faca. Não estão roubando e nem se prostituindo, estão estudando!”, diz a trabalhadora doméstica Bruna Silva, mãe de Marcos Vinícius
Crianças enjauladas: onda de indignação também nos EUA pelo tratamento reservado aos pequenos migrantes vindos do México
L’Osservatore Romano – 20 Junho 2018 Foto: Nos EUA, um depósito de crianças sem documentos – IHU . Reprodução youtube Na véspera do Dia Internacional do Refugiado, as Nações Unidas pedem proteção para todos os refugiados: “Estou profundamente preocupado ao ver cada vez mais situações em que os refugiados não recebem a proteção de que necessitam e a que têm direito”.
Como são as ‘jaulas’ em que os EUA estão detendo filhos de imigrantes sem documentos
Diretora de ONG disse ter ouvido relatos de ‘crianças muito jovens, inclusive algumas que precisam ser amamentadas, e com menos de três anos de idade, separadas dos pais em abrigos’. BBC – Foto: Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA / BBC News Brasil Autoridades publicaram esta imagem com imigrantes em uma espécie de jaula; jornalistas disseram ter visto crianças em condições semelhantes. Diretora de ONG disse ter ouvido relatos de ‘crianças muito jovens, inclusive algumas que precisam ser amamentadas, e com menos de três anos de idade, separadas dos pais em abrigos’.
O choro desesperado das crianças separadas dos seus pais na fronteira dos EUA
Ginger Thompson – 20 Junho 2018 Foto: sicnoticias.satpo.pt O desesperado pranto de 10 crianças centro-americanas separadas de seus pais num dia da semana passada pelas autoridades de imigração norte-americanas é algo atroz de escutar. Muitas parecem chorar com tanta força que mal conseguem respirar. Gritam repetidamente “mami” e “papi”, como se fossem as únicas palavras que conhecem. A voz de barítono de um agente da patrulha fronteiriça retumba por cima do choro. “Bom, temos uma orquestra por aqui,” brinca. “Só falta o maestro.”
Crise dos refugiados. Uma tragédia que beneficia máfias e ultradireitas
Eduardo Febbro – 16 Junho 2018 – Foto: Exame Aquarius: um nome luminoso por trás do qual se movem as sombras de milhares de mortos, centenas de milhares de refugiados à deriva, o naufrágio da Europa como entidade com capacidade operativa e princípios humanitários, o oportunismo político das extremas direitas europeias e, no fundo, as disparatadas aventuras militares do Ocidente que, com vagos pretextos humanitários, desencadeiam dramas humanos coletivos. Aquarius é o nome do barco de Médicos sem Fronteiras e SOS Mediterrâneo, que salvou centenas de migrantes náufragos diante das costas da Líbia. A reportagem é de Eduardo Febbro, publicada por Página/12, 15-06-2018. A tradução é do Cepat.
Uma ‘escrava’ do século XXI em Washington
A malauiana Fainess Lipenga passou três anos presa num porão, enquanto trabalhava como empregada doméstica para uma diplomata ANTONIA LABORDE – Washington 12 JUN 2018 – 11:42 BRT Foto: A malauiana Fainess Lipenga em Maryland, Estados Unidos / LUISA ARBELÁEZ Há uma leoa na sala. Uma sobrevivente. Uma abusada. “Assim se apresenta uma guerreira”, determina Fainess Lipenga, de 39 anos, enquanto move os braços de cima a baixo para mostrar seus quase dois metros de altura. Tem vontade de falar. De contar o que suas cicatrizes escondem. De ser a última protagonista de uma história de escravidão contemporânea. A malauiana, que usa um longo vestido vermelho, brincos dourados e pálpebras sombreadas em tons de lilás, presenteia um sorriso com a mesma facilidade com que sua voz se embarga ao recordar. “Fui tratada feito cachorro, atravessei o inferno.”
Papa fala a executivos das multinacionais do petróleo e gás: “Para o meio ambiente, não há tempo: respeitem o acordo de Paris”
Paolo Rodari – 11 Junho 2018 Foto: Padre Telmo J A de Figueiredo Afirma que “não há tempo a perder”, porque, apesar de “196 nações terem negociado e adotado o Acordo de Paris, com a firme determinação de limitar o crescimento do aquecimento global a menos de 2 °C, com base nos níveis pré-industriais e, se possível, abaixo de 1,5 °C“, dois anos e meio após a assinatura do Acordo “as emissões de CO2 e as concentrações atmosféricas devidas a gases de efeito de estufapermanecem muito elevadas”. “Isto – enfatizou – é perturbador e causa de preocupação real”. Ao mesmo tempo, expressou preocupação sobre “a contínua exploração de novas reservas de combustíveis fósseis, enquanto o Acordo de Paris recomenda claramente manter a maior parte do combustível fóssil no subsolo”. É por isso que “precisamos discutir juntos – industriais, investidores, pesquisadores e usuários – sobre a transição e a busca de alternativas. A civilização requer energia, mas o uso da energia não deve destruir a civilização!” A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 09-06-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.
Nota de Falecimento de José Cursino de Siqueira
11 de Junho de 2018 Foto: José Cursino de Siqueira/ http://www.polemicaparaiba.com.br Recebemos hoje, da amiga Bernizzeth Zorthea, que mora em Salvador, Bahia, a notícia do falecimento, em 21 de maio, aos 88 anos de idade, em Campina Grande, Paraíba, do nosso colega e irmão no sacerdócio José Cursino de Siqueira. . José Cursino estudou Teologia em Roma, onde foi ordenado em 1954. Pertencia à diocese de Pesqueira, Pernambuco. Deixou o ministério em 1968. Casou com Maria Marleide Guimarães e tiveram três filhos: Carlos José, Maria Moema e Maria Cristina que lhes deram cinco netos.