Somos feias mas estamos aqui: nou lèd, nou la!

Leonardo Boff – 20 de agosto de 2015 Curiosamente, as mulheres haitianas desenvolveram, no meio das maiores adversidades, uma visão encantada da vida. Segundo esta visão,  o que conta, de verdade, na vida, é estar vivo e sobreviver. Foi o que mais impressionou a autora. A avó contava que mulheres como ela, quando se encontravam nos caminhos, ou voltavam cansadas e empoieradas das roças, cumprimentavam-se com esta expressão: “nou lèd, nou la” que quer dizer: “somos feias mas estamos aqui”.

Medo, o triunfo da intolerância

 “A nova forma ‘conservadora’ que toma conta da política brasileira anuncia muitas dores, o que só não é percebido pelos que não estudam a massas urbanas e modernas. Pregar a extinção de outras crenças e culturas é uma regressão cultural que equivale ao feito pelo nazismo e pelo estalinismo no século XX”, afirma o professor Roberto Romano. 

Como me tornei uma anarquista

“Para o anarquista um ser humano, portanto, é sempre usado como fim e não como meio – e um ser humano que vive de salário, e que, assim, aluga seu intelecto e seu físico para que alguém obtenha lucro, está sendo usado como meio e não como fim. O anarquista é contra a exploração do homem pelo homem, do forte pelo fraco. Por isso o anarquismo, como me foi explicado, é um movimento que cabe aqueles que desejam mudar o mundo e não apenas entendê-lo”.

Liberdade e dignidade

” Embora a liberdade humana seja finita e sempre em situação, a pessoa pertence ao reino dos fins. Immanuel Kant viu isso bem: as coisas têm um preço, porque são meios; o homem não é meio, mas fim e, por isso, tem dignidade. A dignidade co-implica direitos fundamentais, que se impõe reconhecer. As constituições democráticas reconhecem direitos fundamentais, inalienáveis, não os concedem.“