A pessoa e a dinâmica religiosa (1)

A dinâmica religiosa deriva da experiência de contingência radical e da esperança num sentido final.   Anselmo Borges 12 Janeiro 2020  Foto: blog e-inscrição Oque é a religião? O que deve entender-se por pessoa religiosa? Onde se fundamenta a religião? Qual é o dinamismo que está na base das religiões? Porque há religião/religiões? Toda a religião tem que ver com a ética e também com a estética. Hegel viu bem quando afirmou que a arte, a religião e a filosofia estão referidas ao Absoluto. A pergunta é, como escreveu o filósofo J. Gómez Caffarena, se a ética, a estética e a filosofia acabarão por absorver a religião, como já insinuava Goethe: “Quem tem arte (e moral e filosofia) tem religião; quem a não tem, que tenha religião.”

Hong Kong é o novo manual de protesto para o século XXI

Manifestação de apoio a Hong Kong em Brisbane, na Austrália. Foto © Andrew Mercer/Wikimedia Commons   Sete Margens – 26/11/2019 “A principal característica do movimento pró-democracia de Hong Kong é que não tem líderes, é horizontal. É o oposto do que aconteceu em 2014 com o movimento dos guarda-chuvas, que terminou com vários de seus líderes na prisão, e isso impede que nos parem.” É desta forma que Woody Tam, uma estudante de 24 anos, descreve o modelo seguido nos protestos de Hong Kong e demonstra o que o distingue dos que o precederam. Tam enfrenta há quatro meses a polícia no campo de batalha da ex-colónia britânica, abalada desde 9 de junho por protestos que nasceram contra a proposta de lei de extradição – retirada formalmente no último dia 23 de outubro – e exigindo eleições com sufrágio universal.

O regresso da eutanásia: humanidade e legalidade

Manuel Alte da Veiga| 13 Nov 19 | Entre Margens, Últimas – Imagem: Daqui  As Perguntas e Respostas sobre a Eutanásia, da Conferência Episcopal Portuguesa, foram resumidas num folheto sem data, distribuído há vários meses. Uma iniciativa muito positiva. Dele fiz cuidadosa leitura, cujas anotações aqui são desenvolvidas. O grande motivo da minha reflexão é verificar como é difícil, nomeadamente ao clero católico, ser fiel ao rigor “filosófico” da linguagem, mas fugindo ao «estilo eclesiástico» para saber explorar “linguagem franca”. Sobretudo quando o tema é conflituoso, a ser abordado com todo o cuidado e não escondendo a dificuldade de argumentar e definir.

O direito à cidade consiste no direito de usufruto pleno da vida urbana.

  Wagner Fernandes de Azevedo e João Vitor Santos, 02/04/2019 O design pode ser tanto uma ferramenta política quanto uma ferramenta para a política. Segundo a professora Barbara Szaniecki, o design é político porque “lida continuamente com controvérsias e conflitos seja onde for, na esfera artística ou ainda num projeto educacional”. Deste modo, Szaniecki afirma que o trabalho do profissional na gestão política para “transformar a representação vertical por meio de articulações horizontais segue sendo um desafio para o designer em sua relação com o poder público”.

Escravos da religião: inspeções no Brasil revelam o lado negro dos cultos

Fabio Teixeira – 21/02/2019 – Tradução: Orlando Almeida Foto: As vítimas não tinham jornada de trabalho estabelecida e não recebiam nenhuma remuneração pelas atividades. Eles trabalhavam em troca de casa e comida. / Divulgação – Daqui Inspetores do trabalho disseram que o trabalho para a Traduzindo o Verbo não poderia ser considerado voluntário porque os líderes estavam se enriquecendo com o trabalho de seguidores que eram mantidos na pobreza.

Papa abre a JMJ: Não buscamos uma Igreja “cool” ou “divertida”

Domenico Agasso Jr – 27/012/2019. Foto: Reuters  A Jornada Mundial da Juventude– JMJ não serve para criar uma “Igreja paralela”, “um pouco mais divertida” ou “cool” [legal]. Está longe de ser um evento para acrescentar “um ou outro elemento decorativo” ao catolicismo, como se isso deixasse seus participantes felizes. “Pensar assim seria não respeitá-los”. Com essas palavras, o Papa abriu hoje a JMJ centro-americana. Liderou uma festa de cor, diante de dezenas de milhares de pessoas no Campo Santa Maria La Antigua, da faixa litorânea, na cidade de Panamá. E incendiou a multidão com a força de seu discurso, carregado de frases espontâneas e “argentinismos”. A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 25-01-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.

Símbolo da fome no Iêmen, menina de 7 anos morre perto de hospital

  Tyler Hicks/The New York Times-  Agência Estado 03/11/2018 Mesmo doente, Amai Hussain foi liberada pelos médicos: os pais não tinham dinheiro para enviá-la a hospital do Médicos Sem Fronteiras O olhar assombrado de Amal Hussain, uma garota de 7 anos cuja imagem deitada em uma cama de hospital no norte do Iêmen se tornou o símbolo da fome no país, parecia resumir as terríveis circunstâncias de seu Estado devastado pela guerra.

Centenário de Mandela: vida, luta e legado

Nivaldo Santos Arruda – 20 Julho 2018 Foto: Sinesp “Quando visitei Acra, capital de Gana, em 1998, vi um outdoor, com a foto de Mandela, onde estava escrito: ‘Nelson Mandela, ontem filho da África, hoje Pai dos africanos’”, destaca Nivaldo Santos Arruda (Paulo Borges), da equipe do CEPAT, que no último dia 18 de julho, por ocasião da celebração inter-religiosa do Centenário de Nelson Mandela, na Catedral de São Tiago, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em Curitiba, ressaltou alguns aspectos fundamentais da trajetória desse grande líder mundial da luta pela igualdade.

A questão de haver ou não Deus

Anselmo Borges – 14/07/2018 Foto: O Segredo  1. Num tempo de a-teísmo, no sentido radical da palavra: “sem Deus”, pior ainda, indiferente perante a questão de Deus, gostei muito da entrevista de Lídia Jorge ao Expresso, que a jornalista Carolina Reis titulou com uma citação: “A ideia de haver ou não Deus persegue a minha vida”.

O choro desesperado das crianças separadas dos seus pais na fronteira dos EUA

    Ginger Thompson – 20 Junho 2018 Foto: sicnoticias.satpo.pt O desesperado pranto de 10 crianças centro-americanas separadas de seus pais num dia da semana passada pelas autoridades de imigração norte-americanas é algo atroz de escutar. Muitas parecem chorar com tanta força que mal conseguem respirar. Gritam repetidamente “mami” e “papi”, como se fossem as únicas palavras que conhecem. A voz de barítono de um agente da patrulha fronteiriça retumba por cima do choro. “Bom, temos uma orquestra por aqui,” brinca. “Só falta o maestro.”