Para falar, ouvir o silêncio

Padre Anselmo Borges -18/02/17 Quando comparamos o ser humano e os outros animais, notamos que a linguagem é característica decisiva dos humanos. Já no século XVIII se deu essa compreensão, pois encontramos inclusivamente caricaturas com um missionário no meio da selva africana dizendo a um macaco: “Fala, e eu baptizo-te.” Se falasse, era humano. Evidentemente, esta fala refere-se ao que é próprio do ser humano: dupla articulação da linguagem.

“É preciso pensar na matança que ainda hoje ocorre ‘em nome de Deus'”

João Céu e Silva -23/11/2016  Foto: Leonel de Castro/Global Imagens É um dos mais importantes teólogos portugueses, sempre escutado quando as questões religiosas estão na primeira linha do debate. Anselmo Borges lança um exaustivo estudo sobre múltiplos aspetos da religião católica e das outras religiões, respondendo às grandes perguntas da humanidade

A propósito de um campeão

Américo Pereira – 08.11.2016    Foto: Maridav/Bigstock.com “… gosto muito de olhar para o meu atleta favorito, o meu Amigo João, o campeão que já ganhou dezenas e dezenas de troféus. O homem que é capaz de nadar mil e quinhentos metros em estilo mariposa, quando o máximo que já consegui nadar nesta especialidade foi vinte e cinco metros. Se empregarmos uma perversa antropologia métrica, o João é sessenta vezes melhor do que eu a nadar em estilo mariposa. Nisto das comparações antropológicas, tão em voga, pobre de mim.” 

Felicidade, privilégio para todos  

Entrevista com Zygmunt Bauman  – 04/06/de 2016  A epicúrea ausência de perturbações. A agostiniana “confirmação” de mérito e virtude. O benthamiano comprazimento do Eu na satisfação da necessidade do Outro. Até chegar ao reconhecimento civil e político de um direito humano, que a modernidade, não raramente, transformou em privilégio. Reportagem de Valeria Arnaldi, jornal Il Messaggero, 03-06-2016

  A pessoa: ser em tensão

“Vivemos no presente, sempre no presente, mas vimos do passado, voltados para o futuro; se perdêssemos a memória, não perderíamos apenas o passado, mas a identidade, já não saberíamos quem somos; e estamos sempre voltados para o futuro, é ele que nos alenta pela esperança. Já somos, mas ainda não somos o que havemos de ser. Somos finitos, mas estamos constitutivamente abertos ao Infinito e perguntamos ao Infinito pelo Infinito, isto é, por Deus.” – Anselmo Borges  

Um desafio permanente: cuidar de si mesmo

  Leonardo Boff – 01/08/2015 O  grande motto era o famoso gnôthi seautón, conheça-te a ti mesmo. Esse conhecimento não era algo abstrato mas muito concreto como: reconheça-te naquilo que és, procure aprofundar-te em ti mesmo para descobrires tuas potencialidades; tenta realizar aquilo que de fato podes.

Liberdade e dignidade

” Embora a liberdade humana seja finita e sempre em situação, a pessoa pertence ao reino dos fins. Immanuel Kant viu isso bem: as coisas têm um preço, porque são meios; o homem não é meio, mas fim e, por isso, tem dignidade. A dignidade co-implica direitos fundamentais, que se impõe reconhecer. As constituições democráticas reconhecem direitos fundamentais, inalienáveis, não os concedem.“