Thomas Piketty, o socialismo participativo é um cenário aberto para a crise que virá
LER MAIS Roberto Ciccarelli – 10 Junho 2020 – Foto: Freepik As grandes agitações político-ideológicas recém começaram. Em seu último, monumental, livro Capital e ideologia (em português, pela Editora Intrínseca, com lançamento previsto para julho), Thomas Piketty observa-os a partir de uma ideia norteadora contra as antigas e novas desigualdades que serão produzidas pela crise desencadeada pela pandemia de Covid-19.
O regresso da eutanásia: humanidade e legalidade
Manuel Alte da Veiga| 13 Nov 19 | Entre Margens, Últimas – Imagem: Daqui As Perguntas e Respostas sobre a Eutanásia, da Conferência Episcopal Portuguesa, foram resumidas num folheto sem data, distribuído há vários meses. Uma iniciativa muito positiva. Dele fiz cuidadosa leitura, cujas anotações aqui são desenvolvidas. O grande motivo da minha reflexão é verificar como é difícil, nomeadamente ao clero católico, ser fiel ao rigor “filosófico” da linguagem, mas fugindo ao «estilo eclesiástico» para saber explorar “linguagem franca”. Sobretudo quando o tema é conflituoso, a ser abordado com todo o cuidado e não escondendo a dificuldade de argumentar e definir.
A Igreja é voz moral diante do avanço da inteligência artificial. Entrevista com Brian Patrick Green
Charles C. Camosy – 12/11/2019 – Imagem: Pixabay Brian Patrick Green é o diretor de Ética em Tecnologia do Markkula Center for Applied Ethics, nos EUA. Seu trabalho se concentra na ética da tecnologia, incluindo temas como inteligência artificial e ética, a ética da exploração e do uso espaciais, a ética da manipulação tecnológica de humanos, a ética da mitigação e da adaptação a tecnologias emergentes de risco, e vários aspectos do impacto da tecnologia e da engenharia na vida e na sociedade humanas, incluindo a relação entre tecnologia e religião, particularmente a Igreja Católica. A entrevista é de Charles C. Camosy, publicada por Crux, 11-11-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Adela Cortina e o conceito ético de “aporofobia”, medo e rejeição do POBRE
Luísa Ribeiro Ferreira | 8 Out 19 Foto © António Marujo O nome de Adela Cortina é conhecido e respeitado na filosofia contemporânea, nomeadamente nos campos da filosofia política e da ética aplicada. Uma das teses que mais veementemente tem defendido é a necessidade de uma educação para os valores, algo a que a Escola e a Universidade deveriam prestar mais atenção. Num dos seus recentes livros cunhou o conceito de “aporofobia” [1], dissertando sobre o modo como a pobreza é encarada na sociedade actual e como tal situação é incompatível com a democracia, pois esta implica e exige o direito à inclusão.
Diálogos mostram Moro direcionando Dallagnol na Lava Jato, diz site
Em conversas privadas, o então juiz teria sugerido ao procurador que trocasse ordem de fases da operação, dado pistas e conselhos informais CARLOS ESTÊNIO BRASILINO – 09/06/2019 20:59 O atual ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, e o coordenador da Força-Tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, teriam trocado mensagens de texto em que o então juiz federal teria ido muito além do papel que lhe cabia quando julgou casos da operação. A revelação é do site The Intercept Brasil, que publicou, neste domingo (09/06/2019), reportagem As mensagens secretas da Lava Jato.
Semana no meio-ambiente: garantir o futuro da vida e da Terra
Leonardo Boff – 08 Junho 2019 Foto: Floresta Amazônica / Estudo prático “Esse debate está ainda em curso. O futuro aponta para a segunda visão, a de olhar a Terra como Gaia, Pachamama, Grande Mãe e Casa Comum. Lentamente vamos tomando consciência de que somos natureza e defendê-la significa defender a nós mesmos e a nossa própria vida. Caso contrário, a primeira visão, a Terra e natureza como baú de “recursos infinitos”, nos poderá levar a um caminho sem retorno”, escreve Leonardo Boff, eco-teólogo, filósofo e escritor.
Ela também
Einstein obrigou sua primeira esposa a assinar um contrato humilhante. Queimou suas cartas e jamais mencionou a contribuição que ela fez para sua pesquisa Rosa Montero – 2 JUN 2019 Foto: Mileva Maric e Albert Einstein. – Tradução: Orlando Almeida A LEITURA do recente romance de Nativel Preciado, El Nobel y la Corista (O Nobel e a corista), no qual faz um retrato genial do Einstein mulherengo, me fez lembrar a perturbadora história de Mileva Marić, a física e matemática sérvia que foi a primeira esposa do cientista. Mileva e Einstein se conheceram em 1896 no Instituto Politécnico de Zurique, do qual eram alunos. Mileva tinha 21 anos; ele, 17. Foi amor à primeira vista.
O retorno da indústria da loucura
Por: Ricardo Machado | Edição: Patricia Fachin – 03/04/2019 A nota técnica Nº 11/2019 divulgada pelo Ministério da Saúde em fevereiro deste ano, sobre as mudanças na Política Nacional de Saúde Mental e nas Diretrizes da Política Nacional sobre Drogas, “traz em essência o ‘especialismo’ da psiquiatria como estruturante” para o tratamento de pacientes acometidos por doenças mentais e dependentes químicos, avalia a psicóloga Maria de Fátima Bueno Fischer. Na avaliação da psicóloga, o uso de práticas que são questionadas pelo movimento da luta antimanicomial há mais de 40 anos no país demonstra um “retorno da ‘indústria da loucura’, ou seja, segmentos que voltam a lucrar com o sofrimento psíquico omitem os verdadeiros interesses econômicos e políticos de tal documento”, afirma.
Centenário de Mandela: vida, luta e legado
Nivaldo Santos Arruda – 20 Julho 2018 Foto: Sinesp “Quando visitei Acra, capital de Gana, em 1998, vi um outdoor, com a foto de Mandela, onde estava escrito: ‘Nelson Mandela, ontem filho da África, hoje Pai dos africanos’”, destaca Nivaldo Santos Arruda (Paulo Borges), da equipe do CEPAT, que no último dia 18 de julho, por ocasião da celebração inter-religiosa do Centenário de Nelson Mandela, na Catedral de São Tiago, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em Curitiba, ressaltou alguns aspectos fundamentais da trajetória desse grande líder mundial da luta pela igualdade.
Papa fala a executivos das multinacionais do petróleo e gás: “Para o meio ambiente, não há tempo: respeitem o acordo de Paris”
Paolo Rodari – 11 Junho 2018 Foto: Padre Telmo J A de Figueiredo Afirma que “não há tempo a perder”, porque, apesar de “196 nações terem negociado e adotado o Acordo de Paris, com a firme determinação de limitar o crescimento do aquecimento global a menos de 2 °C, com base nos níveis pré-industriais e, se possível, abaixo de 1,5 °C“, dois anos e meio após a assinatura do Acordo “as emissões de CO2 e as concentrações atmosféricas devidas a gases de efeito de estufapermanecem muito elevadas”. “Isto – enfatizou – é perturbador e causa de preocupação real”. Ao mesmo tempo, expressou preocupação sobre “a contínua exploração de novas reservas de combustíveis fósseis, enquanto o Acordo de Paris recomenda claramente manter a maior parte do combustível fóssil no subsolo”. É por isso que “precisamos discutir juntos – industriais, investidores, pesquisadores e usuários – sobre a transição e a busca de alternativas. A civilização requer energia, mas o uso da energia não deve destruir a civilização!” A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 09-06-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.