A esperança é uma coisa perigosa
Manuel Mendes | 10 Mar 20 – Imagem do filme “1917”, de Sam Mendes O título deste breve comentário ao filme 1917, de Sam Mendes, é uma frase dita, já quase no final, pelo general Mackenzie quando recebe – desiludido? – a informação para cancelar o ataque programado às linhas alemãs que, aparentemente, se tinham retirado.
Hong Kong é o novo manual de protesto para o século XXI
Manifestação de apoio a Hong Kong em Brisbane, na Austrália. Foto © Andrew Mercer/Wikimedia Commons Sete Margens – 26/11/2019 “A principal característica do movimento pró-democracia de Hong Kong é que não tem líderes, é horizontal. É o oposto do que aconteceu em 2014 com o movimento dos guarda-chuvas, que terminou com vários de seus líderes na prisão, e isso impede que nos parem.” É desta forma que Woody Tam, uma estudante de 24 anos, descreve o modelo seguido nos protestos de Hong Kong e demonstra o que o distingue dos que o precederam. Tam enfrenta há quatro meses a polícia no campo de batalha da ex-colónia britânica, abalada desde 9 de junho por protestos que nasceram contra a proposta de lei de extradição – retirada formalmente no último dia 23 de outubro – e exigindo eleições com sufrágio universal.
Papa aos líderes religiosos: “Ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”
Vatican News – 05/02/2019 Não há tempo a perder. E muito menos alternativas. Chegou o momento em que as religiões “devem se empenhar mais ativamente, com valor e audácia, com sinceridade, em ajudar a família humana a amadurecer a capacidade de reconciliação”. Durante o encontro com 700 líderes religiosos de todas as confissões, em uma atmosfera de dia histórico, o Papa Francisco fez um forte chamado deAbu Dhabi: “ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”. O Pontífice elogia os Emirados Árabes Unidospela sua tolerância. Lembra o que é a plena liberdade de fé. E destaca: “que os direitos fundamentais sejam sempre respeitados”. A reportagem foi publicada por Vatican News, 04-02-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.
Em hospital do Sudão do Sul, cirurgião supera adversidades para ajudar quem mais precisa
Em hospital do Sudão do Sul, cirurgião supera adversidades para ajudar quem mais precisa Donatella Lorch, em Bunj, Sudão do Sul | 25 Sep 2018 Fotos: Acnur Em uma região tensa e volátil do Sudão do Sul, o Dr. Evan Atar Adaha dedica-se à causa de prestar assistência médica aos mais necessitados. O Dr. Evan Atar Adaha com uma refugiada do Sudão e seu filho desnutrido no centro de estabilização nutricional do Hospital Maban, na cidade de Bunj, Maban County, Sudão do Sul. © ACNUR/ Will Swanson
Centenário de Mandela: vida, luta e legado
Nivaldo Santos Arruda – 20 Julho 2018 Foto: Sinesp “Quando visitei Acra, capital de Gana, em 1998, vi um outdoor, com a foto de Mandela, onde estava escrito: ‘Nelson Mandela, ontem filho da África, hoje Pai dos africanos’”, destaca Nivaldo Santos Arruda (Paulo Borges), da equipe do CEPAT, que no último dia 18 de julho, por ocasião da celebração inter-religiosa do Centenário de Nelson Mandela, na Catedral de São Tiago, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, em Curitiba, ressaltou alguns aspectos fundamentais da trajetória desse grande líder mundial da luta pela igualdade.
Crianças enjauladas: onda de indignação também nos EUA pelo tratamento reservado aos pequenos migrantes vindos do México
L’Osservatore Romano – 20 Junho 2018 Foto: Nos EUA, um depósito de crianças sem documentos – IHU . Reprodução youtube Na véspera do Dia Internacional do Refugiado, as Nações Unidas pedem proteção para todos os refugiados: “Estou profundamente preocupado ao ver cada vez mais situações em que os refugiados não recebem a proteção de que necessitam e a que têm direito”.
Vida cristã em Nomadelfia: nada de dinheiro, e filhos adotivos
Visita à comunidade de Grosseto que se inspira nos Atos dos Apóstolos: abolidos o uso dos sobrenomes e as notas na escola. Não são permitidas brigas DOMENICO AGASSO JR – 10/05/2018 Foto: Nomadelfia, onde “fraternidade é lei” – ANSA Tradução: Orlando Almeida Na entrada das casas não há campainhas ou interfones. Nem portões. Não é preciso. As casas estão sempre abertas para todos. E não são “de ninguém”. Estamos nas colinas da Maremma toscana, onde “não existe propriedade privada”. A primeira pessoa que encontramos é Francesco Matterazzo. Logo deixamos de lado o uso do sobrenome: é um pedido dele, explicando que é “Francesco de Nomadelfia” e basta. Eis os motivos: “Entre nós não usamos o sobrenome, assim damos destaque ao batismo; e também porque há filhos adotivos, não queremos pôr em evidência as suas diferenças de origem”.
JESUS NASCEU PARA DESCRUCIFICAR
Porque será mantida a cruz como símbolo cristão, quando o que Jesus procurava era, precisamente, descrucificar? Frei Bento Domingues, O.P.-16/12/17 1. Estamos na quadra litúrgica do Advento, mas tudo parece encenado e polarizado apenas pela memória do nascimento de Jesus, alimentando um terno imaginário da infância, com alguma e passageira solidariedade, própria da estação, sem, no entanto, tocar nos alicerces da sociedade. É como se nada estivesse para acontecer.
Progresso e esperança. 2
Anselmo Borges, 08/12/2017 Como ficou dito, o livro Progresso, de Johan Norberg, apresenta dez razões para ter esperança no futuro. Continuo o seu elenco, para lá das apresentadas quanto à comida e ao saneamento. As coisas terem melhorado – esmagadoramente – não garante o progresso no futuro. É evidente. Pense-se inclusivamente na possibilidade do Apocalipse: armamento nuclear nas mãos de grupos terroristas. A nova situação do mundo não faz correr o risco da morte global?