O vaso sanitário com que Bill Gates quer economizar 880 bilhões de reais

JASON GALE (BLOOMBERG) – 7/11/2018 Foto: Um dos modelos de vaso sanitário apresentados na feita de Pequim. MARK SCHIEFELBEIN / AP Tecnologias de esterilização de dejetos humanos poderiam impedir meio milhão de mortes de crianças. Cada real investido em saneamento rende cerca de 21 reais em ganhos econômicos mundiais. A reportagem é de Jason Gale, publicada por El País, 07-11-2018.

Eleição no Brasil também será escolha entre agrotóxico e agroecológico

Carlos Alberto Dória – 27 Julho 2018 – Foto: IHU  “A chamada ‘revolução verde’ do 2º pós-guerra foi o ápice desse modelo de desenvolvimento que hoje se contesta. O que está em destaque, em proporções dramáticas, advém do envenenamento crescente do solo, da água e das espécies animais que se nutrem das plantas, inclusive a espécie humana, pois os agrotóxicos produzem, comprovadamente, inúmeras doenças nos organismos animais, como câncer, alterações hormonais, má formação fetal, desequilíbrios neurológicos e comportamentais, etc” – escreve Carlos Alberto Dória, doutor em Sociologia pela Unicamp, especialista em sociologia da alimentação, em artigo publicado por Le Monde Diplomatique, 25-07-2018. 

Papa fala a executivos das multinacionais do petróleo e gás: “Para o meio ambiente, não há tempo: respeitem o acordo de Paris”

Paolo Rodari – 11 Junho 2018 Foto: Padre Telmo J A de Figueiredo Afirma que “não há tempo a perder”, porque, apesar de “196 nações terem negociado e adotado o Acordo de Paris, com a firme determinação de limitar o crescimento do aquecimento global a menos de 2 °C, com base nos níveis pré-industriais e, se possível, abaixo de 1,5 °C“, dois anos e meio após a assinatura do Acordo “as emissões de CO2 e as concentrações atmosféricas devidas a gases de efeito de estufapermanecem muito elevadas”. “Isto – enfatizou – é perturbador e causa de preocupação real”. Ao mesmo tempo, expressou preocupação sobre “a contínua exploração de novas reservas de combustíveis fósseis, enquanto o Acordo de Paris recomenda claramente manter a maior parte do combustível fóssil no subsolo”. É por isso que “precisamos discutir juntos – industriais, investidores, pesquisadores e usuários – sobre a transição e a busca de alternativas. A civilização requer energia, mas o uso da energia não deve destruir a civilização!” A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 09-06-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

O plutônio perdido no Nanda Devi. Por isso, a montanha sagrada polui o Ganges

  CARLO PIZZATI – 28/03/2018 CHENNAI (ÍNDIA) – Foto: La Stampa Em 1965, uma missão da CIA escalou o topo do Himalaia para espionar os chineses, mas a expedição foi um fiasco. A substância radioativa que ia alimentar a antena espiã de dois metros de altura com um gerador nuclear,  ficou enterrada no gelo a grande altitude. Agora Hollywood quer fazer um filme

Raízes profundas (e frequentemente invisíveis) da violência.

Eduardo Hoornaert – 31/12/2017 Todos lamentamos as crescentes ondas de violência em nossas sociedades. Contudo, nem sempre tomamos consciência de suas raízes profundas, que frequentemente ficam tão escondidas que acabam sendo confundidas com fatores considerados neutros.   Aqui também um estudo da história é esclarecedor, como se verá em seguida.

Irma ou o fim da natureza

Slavoj Zizek – 20 Setembro 2017 “As recentes incertezas sobre o aquecimento global não assinalam que as coisas não são muito sérias, mas que são ainda mais caóticas do que pensávamos, e que os fatores naturais e sociais estão indissoluvelmente ligados”, escreve o filósofo esloveno Slavoj Zizek.  Para este pensador, “não é somente a continuidade da História que está ameaçada hoje em dia, o que estamos presenciando é algo como o fim da própria Natureza. Os devastadores furacões, as secas e as inundações, para não falar do aquecimento global, não apontam que estamos sendo testemunhas de algo cujo único nome apropriado é ‘o fim da Natureza’?”

Distopia 2050

John Feffer – 18/08/17  Começou há 33 anos. O monstro pedia mais combustíveis fósseis; não fomos capazes de freá-lo. Então, emergiu a AntiPolítica. Parece tão distante… agora, as crianças já não podem compreender o que eram países, ou sociedades John Feffer é autor da novela distópica “Spllinterlands”. É diretor do Foreign Policy in focus no Instituto para Estudos Políticos [Institute for Policy]