A teologia do espaço público

 “Na calçada, que é de todos, não há diferença entre as minhas responsabilidades e as da Madonna” Braulia Ribeiro, 25/08/2019 Foto: Imagem de WhatsApp 31/10/2015 Moro há alguns anos nos EUA, um país em que a vida coletiva é mais simples do que no Brasil. Quando digo vida coletiva não me refiro à vida com minha família e amigos, mas ao espaço público, filas, ruas, restaurantes, lojas, repartições públicas, enfim, os lugares onde tenho que roçar ombros com desconhecidos.

Índio terena emociona ao chegar no doutorado sem nunca ter abandonado seu povo

Aos 33 anos, Leosmar quer concluir o doutorado e continuar fortalecendo a resistência do povo indígena. Thailla Torres –  06/01/2019 Foto: Leosmar entre lideranças indígenas do povo Tapuia, de Manaus. (Foto: Arquivo Pessoal) Aos 33 anos, Leosmar Antonio é o primeiro da família a ter um diploma e também o único da terra indígena Cachoeirinha, no município de Miranda, aprovado em todas as etapas da seleção do doutorado, na destacada instituição de pesquisa na área de ciência e tecnologia em saúde da América Latina, a Fiocruz.

NO NOVO ANO: CUIDAR

Anselmo Borges – in DN 06.01.2019 Foto: Portal flores no ar Padre e professor de Filosofia “O cuidado é, pela sua própria natureza, abrangente. Todos temos de cuidar. Cuidar de nós, cuidar de todos os outros, pois só somos na inter-relação, cuidar da Natureza, cuidar da transcendência e de Deus em nós. Sendo o ser humano um ser bio-psico-social-espiritual-transcendente, terá de estender o cuidado a todas as suas dimensões. Para poder ser e ser humano, autenticamente humano. Cuidar por afectos, palavras — ah! a cura pela palavra! — e por obras.”

Em um presépio. Reflexão de José Antonio Pagola

José Antonio Pagola, 24 de Dezembro Imagem: riacho – Sapo A leitura que a Igreja propõe para esta Noite de Natal é o Evangelho de Jesus Cristo segundo: Lucas, 2, 1-14. O teólogo espanhol José Antonio Pagola comenta o texto.

Papa fala a executivos das multinacionais do petróleo e gás: “Para o meio ambiente, não há tempo: respeitem o acordo de Paris”

Paolo Rodari – 11 Junho 2018 Foto: Padre Telmo J A de Figueiredo Afirma que “não há tempo a perder”, porque, apesar de “196 nações terem negociado e adotado o Acordo de Paris, com a firme determinação de limitar o crescimento do aquecimento global a menos de 2 °C, com base nos níveis pré-industriais e, se possível, abaixo de 1,5 °C“, dois anos e meio após a assinatura do Acordo “as emissões de CO2 e as concentrações atmosféricas devidas a gases de efeito de estufapermanecem muito elevadas”. “Isto – enfatizou – é perturbador e causa de preocupação real”. Ao mesmo tempo, expressou preocupação sobre “a contínua exploração de novas reservas de combustíveis fósseis, enquanto o Acordo de Paris recomenda claramente manter a maior parte do combustível fóssil no subsolo”. É por isso que “precisamos discutir juntos – industriais, investidores, pesquisadores e usuários – sobre a transição e a busca de alternativas. A civilização requer energia, mas o uso da energia não deve destruir a civilização!” A reportagem é de Paolo Rodari, publicada por La Repubblica, 09-06-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

‘Nesses dois anos o Ministério da Saúde atuou contra o SUS’. Entrevista com Gastão Wagner, presidente da Abrasco

… um tema da campanha vai ser o SUS. As pessoas vão ter que se pronunciar. Candidatos a governador, presidente, deputado e senador vão ter que se pronunciar sobre se vão defender o SUS, se pensam no SUS como um sistema da saúde para toda a população. André Antunes e Cátia Guimarães – 25 Maio 2018 – Foto: IHU O presidente Michel Temer celebrou na semana passada dois anos desde que assumiu a chefia do Executivo após o impeachment que destituiu a ex-presidente Dilma Rousseff. Foi um período em que as entidades do movimento sanitário, como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), se manifestaram publicamente em várias ocasiões contra propostas e programas apresentadas pelo governo federal para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Vida cristã em Nomadelfia: nada de dinheiro, e filhos adotivos

Visita à comunidade de Grosseto que se inspira nos Atos dos Apóstolos: abolidos o uso dos sobrenomes e as notas na escola. Não são permitidas brigas   DOMENICO AGASSO JR – 10/05/2018 Foto: Nomadelfia, onde “fraternidade é lei” – ANSA Tradução: Orlando Almeida Na entrada das casas não há campainhas ou interfones. Nem portões. Não é preciso. As casas estão sempre abertas para todos. E não são “de ninguém”. Estamos nas colinas da Maremma toscana, onde “não existe propriedade privada”. A primeira pessoa que encontramos é Francesco Matterazzo. Logo deixamos de lado o uso do sobrenome: é um pedido dele,  explicando que é “Francesco de Nomadelfia” e basta. Eis os motivos: “Entre nós não usamos o sobrenome, assim damos destaque ao batismo; e também porque há filhos adotivos, não queremos pôr em evidência as suas diferenças de origem”.

Dia Mundial dos Pobres: 1.500 pessoas vão almoçar com o papa no Vaticano

Vatican Insider – 14 Novembro 2017 Os últimos, os frágeis, os homens e as mulheres dos quais a dignidade é pisoteada todos os dias. Para eles, será celebrado, no próximo domingo, 19 de novembro, o 1º Dia Mundial dos Pobres no Vaticano. Um evento fortemente desejado pelo Papa Francisco na conclusão do Jubileu da Misericórdia e organizado pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, que reunirá 4.000 pessoas necessitadas, carentes e pobres na Basílica de São Pedro para a missa com o pontífice às 10h (hora de Roma). A reportagem foi publicada por Vatican Insider, 14-11-2017. 

Uma santa que não acreditava em Deus

Leonardo Boff – 10 Setembro 2016  “Sabemos que muitos místicos testemuham esta experiência de obscuridade. Constatamo-lo em São João da Cruz, em Santa Teresa D’Avila, em Santa Teresa de Lisieux, entre outros. Esta última, tão meiga e expressão da mística das coisas cotidianas, escreveu em seu Diário de uma Alma: “Não creio na vida eterna; parece-me que depois desta vida mortal, não existe nada: tudo desapareceu para mim, não me resta senão o amor”, escreve Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor.

As dúvidas da santa da sarjeta

Anselmo Borges – 10 de Setembro de 2106 “Preocuparam-na mais a sua crise espiritual, chegando a duvidar da existência de Deus. Aquele Cristo que ela, na entrega do Prémio Nobel da Paz, declarou que “está nos nossos corações, nos pobres que encontramos, no sorriso que oferecemos e no que recebemos”, deixou-a no vazio espiritual durante parte de uma vida torturada pela sua ausência”.