O regresso da eutanásia: humanidade e legalidade

Manuel Alte da Veiga| 13 Nov 19 | Entre Margens, Últimas – Imagem: Daqui  As Perguntas e Respostas sobre a Eutanásia, da Conferência Episcopal Portuguesa, foram resumidas num folheto sem data, distribuído há vários meses. Uma iniciativa muito positiva. Dele fiz cuidadosa leitura, cujas anotações aqui são desenvolvidas. O grande motivo da minha reflexão é verificar como é difícil, nomeadamente ao clero católico, ser fiel ao rigor “filosófico” da linguagem, mas fugindo ao «estilo eclesiástico» para saber explorar “linguagem franca”. Sobretudo quando o tema é conflituoso, a ser abordado com todo o cuidado e não escondendo a dificuldade de argumentar e definir.

QUANDO PERDER É GANHAR

Frei Bento Domingues, O.P. – 20/01/2019 Imagem: caminhosdosenhor.blospot.com A Mãe de Jesus dá-se conta de uma vergonha que se avizinha para o casal. O vinho esgotou-se antes de a festa acabar. Ela não suporta que o casal possa passar por essa situação humilhante e avisa o filho que a sacode de forma bem ríspida. Ela conhece-o e limita-se a recomendar aos serventes que façam de conta que é ele o responsável pela festa.

Ódio, uma patologia estúpida. Artigo de Vito Mancuso

  Vito Mancuso – 18/01/2019 – Foto: Raiva /Pixabay “O ódio é uma doença do espírito: não por acaso, a tradição cristã, mas também judaica e islâmica, considera que Satanás é um anjo decaído, e o anjo é precisamente puro espírito.” A opinião é do teólogo italiano Vito Mancuso, ex-professor da Teologia Moderna e Contemporânea da Universidade San Raffaele de Milão, e ex-professor de História das Doutrinas Teológicas da Universidade de Pádua. Em português, é autor de “Eu e Deus: um guia para os perplexos” (Paulinas, 2014). O artigo foi publicado em Il Foglio, 16-01-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

NO NOVO ANO: CUIDAR

Anselmo Borges – in DN 06.01.2019 Foto: Portal flores no ar Padre e professor de Filosofia “O cuidado é, pela sua própria natureza, abrangente. Todos temos de cuidar. Cuidar de nós, cuidar de todos os outros, pois só somos na inter-relação, cuidar da Natureza, cuidar da transcendência e de Deus em nós. Sendo o ser humano um ser bio-psico-social-espiritual-transcendente, terá de estender o cuidado a todas as suas dimensões. Para poder ser e ser humano, autenticamente humano. Cuidar por afectos, palavras — ah! a cura pela palavra! — e por obras.”

O além? É a liberdade do amor

Jean Vanier – 15 Dezembro 2018 Foto: Nuvens / Pixabay  Em seu último livro Jean Vanier imagina o que vem depois da morte: a experiência de se sentir amados de forma incondicional. O jornal Avvenire, 12-12-2018, publicou um extrato do livro. A tradução é de Luisa Rabolini.

Dois dias para a morte e o sentido

Anselmo Borges- 27/10/2018  Imagem: medium.com A consciência da inevitabilidade de morrer abala na sua raiz a existência enquanto totalidade, convocando o ser humano para a pergunta absoluta, que não é mera curiosidade:  Quem sou eu? Que será de mim? Qual o sentido da minha vida e da História? O que é que, em última análise, habita no seu núcleo?