Conferência Episcopal Portuguesa se prepara para o acolhimento aos recasados
Viseu e Aveiro juntam-se a Braga no acolhimento aos recasados Texto: Ricardo Perna – 29/01/18 Foto: Ricardo Perna e João Lopes Cardoso “Este documento orientador partiu do trabalho já feito pelos bispos argentinos, de Malta e da Alemanha, e levou a uma redação que foi depois apresentada ao conjunto dos bispos para ser aprovada. D. Ilídio Leandro, bispo de Viseu, e D. António Moiteiro, bispo de Aveiro, confirmaram à Família Cristã a existência do documento, e que o mesmo foi apresentado aos bispos em novembro”.
Na prática, ministros do STF agridem a democracia, escreve professor da USP
Conrado Hübner Mendes – 01/02/2018 Professor de direito constitucional da USP faz duras críticas ao STF. Afirma que a corte, numa espiral de autodegradação, passou de poder moderador a poder tensionador, que multiplica incertezas e acirra conflitos. Explicações para isso se encontram na atuação dos ministros e no desarranjo de ritos e procedimentos.
“14º Intereclesial: patrimônio bíblico, eclesial e teológico da Igreja no Brasil”
CNBB 29/01/17 -Foto:CEBs do Brasil Na reflexão da palavra, dirigida aos participantes da cerimônia de encerramento do 14º Intereclesial das CEBs o arcebispo de Londrina (PR), dom Geremias Steinmetz, de 52 anos, disse às mais de 5,5 mil pessoas que lotaram o ginásio Moringão: “Conseguimos trabalhar com tranquilidade porque vocês fizeram” e acrescentou: “Depois de termos trabalhado bastante, colocamos tudo nas mãos da Trindade”. O bispo ainda reforçou que “o anúncio do Reino de Deus é uma boa nova. A carteira de identidade de Jesus é o que ele faz e diz”.
ANDRÓIDES, PROFESSORES DE TEOLOGIA?
Frei Bento Domingues , O. P. – 28/01/ 2018 “Toda a gente consegue interagir com robôs semelhantes a seres humanos. No ambiente de laboratório, a aparência e os movimentos dos andróides têm vindo a ser aperfeiçoados. A inteligência artificial torna-se cada vez mais sofisticada e permite que as máquinas possam ter conversas razoáveis com pessoas. Contudo, na construção de robôs que funcionam como humanos a consciência será, provavelmente, a última barreira.”
Teilhard
Heidi Schlumpf – 29 Janeiro 2018 Denominar o Padre Jesuíta Pierre Teilhard de Chardin um doutor da Igreja — ou pelo menos retirar o “aviso” de seus textos — daria ao cientista e filósofo jesuíta mais legitimidade na Igreja, segundo seus defensores. E dois abaixo-assinados endereçados ao Vaticano visam exatamente isso. A reportagem é de Heidi Schlumpf, publicada por National Catholic Reporter, 27-01-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla. Numa reunião de cientistas e líderes religiosos de todo o mundo, em novembro, membros do Pontifício Conselho para a Cultura aprovaram por unanimidade um abaixo-assinado pedindo ao Papa Francisco para revogar o “monitum” contra os escritos de Teilhard de Chardin, que estava em vigor desde 1962. O trabalho de Teilhard foi publicado apenas após sua morte, em 1955, devido a medidas disciplinares da Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício) durante a sua vida. A popularidade de seus livros O Fenômeno Humano e O Meio Divino levaram ao monitum, ou aviso, em 1962, para as “ambiguidades e até mesmo erros graves”. No entanto, estudiosos do Pontifício Conselho para a Cultura disseram no outono passado que enquanto alguns de seus escritos podem estar abertos a críticas construtivas, seus “pensamentos seminais” e “visão profética” têm “inspirado teólogos e cientistas”, relatou a revista America. Também notaram que quatro papas — Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI e agora Francisco — haviam feito referências explícitas à sua obra, como uma menção numa nota de rodapé da encíclica de Francisco “Laudato Si’, sobre o cuidado da Casa Comum“. Enquanto isso, uma Irmã de São José na Filadélfia tem recolhido assinaturas — mais de 1.200 até agora — para um abaixo-assinado que pede que Teilhard seja considerado doutor da Igreja. “Acho que ele merece”, disse a Irmã Kathleen Duffy, professora de física da Chestnut Hill College na Filadélfia e diretora do Instituto de Religião e Ciência da instituição. A designação “Doutor da Igreja” homenageia indivíduos, geralmente teólogos ou estudiosos, cujo ensino ou pensamento beneficiou grandemente a Igreja. O título já foi concedido a 36 pessoas até o momento. Duffy acredita que as tentativas de Teilhard de reunir teologia e ciência têm uma relevância especial para a Igreja e para o mundo hoje e que suas ideias sobre o “cristianismo evolutivo” podem trazer esperança num momento que muitos veem como caótico. “Há uma teoria científica do caos que diz que não se pode ter qualquer nova criação sem desequilíbrio”, disse Duffy. “Mas não podemos apenas sentar e dizer: ‘Deus cuidará disso.’ Tem que haver alguma motivação da nossa parte.” Teilhard, que leu as escrituras cristãs através das lentes da história evolutiva, pegou o processo do surgimento do universo (“cosmogênese”) e projetou-o para o futuro, no qual uma complexidade crescente exigiria uma unidade também crescente (“Cristogênese”), explicou Duffy. “Ele tinha uma visão ampla e enxergava eras à frente, onde tudo convergia”, disse ela, acrescentando que esta convergência demandaria que as pessoas se unissem com um amor maior a Deus e ao próximo. “Então, mesmo quando estamos desanimados, Teilhard de Chardin pode nos dar esperança em meio ao caos.” Suas ideias se popularizaram pelos que abraçam a “história universal”, como o escritor Thomas Berry, e pelos que trabalham para salvar o ambiente. Talvez a sua mais importante citação — encontrada em vários memes — é de seu ensaio de 1936, “The Evolution of Chastity” (A evolução de castidade), em Toward the Future (Rumo ao Futuro, tradução livre): Um dia, depois de dominar os ventos, as ondas, as marés e a gravidade, mobilizaremos para Deus as energias do amor, e então, pela segunda vez na história do mundo, o homem terá descoberto o fogo. Mas, muitas vezes, segundo Duffy, leituras parciais de Teilhard levam a interpretações erradas de suas ideias complexas, que se baseavam em suas experiências místicas e refletem o mistério pascal. “As pessoas veem seu entusiasmo pela vida, mas não se chega lá sem passar pelo sofrimento”, disse. “E Teilhard sofreu muito, inclusive de depressão. Por outro lado, ele disse que estava sempre na presença de Deus.” Ela explorou esse misticismo em seu primeiro livro sobre Teilhard e está trabalhando em um segundo, a respeito de suas ideias sobre o sofrimento. Também é editora de estudos sobre Teilhard, uma série de monografias produzida pela American Teilhard Association. Teilhard tornou-se fonte de inspiração para Duffy quando um padre e professor disse à jovem freira que suas perguntas eram muito parecidas com as do filósofo francês. Quando ela leu seus textos, ficou “impressionada”, revelou. “Eu estava com dificuldades com quem era Deus, e depois de estudar física, não conseguia colocar tudo junto”, lembrou. Teilhard de Chardin ajudou-a a fazer isso, mas também consegue “mudar sua ideia sobre quem é Deus”, disse. Ela é mais uma das muitas religiosas católicas que se inspiraram em Teilhard, o que causou problemas no passado. Barbara Marx Hubbard, defensora não católica da “evolução consciente“, fez um discurso na reunião da Conferência de Liderança das Religiosas (Leadership Conference of Women Religious) de 2012, que na época estava sob intervenção do Vaticano. Sua fala foi vigorosamente repreendida pelo cardeal Gerhard Müller, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Müller comparou a evolução consciente ao gnosticismo, dizendo que “não oferece nada que nutra a vida religiosa”. Apesar das críticas demasiado simplificadas de Teilhard, classificando-o como “New Age“, Duffy espera que o papa atual — que, assim como Teilhard, é jesuíta e cientista — ajude a reabilitar a imagem do filósofo. A mensagem de Teilhard poderia ser um bálsamo para a apatia que tem afligido tantos estadunidenses, disse Duffy. “Precisamos trabalhar juntos. Mesmo no caos, podemos contribuir para progredir. Isso traz esperança”. Leia mais O futuro que advém. A evolução e a fé cristã segundo Teilhard de Chardin. Revista IHU On-Line Nº. 304 Teilhard de Chardin Cientísta e místico. Revista IHU On-Line Nº. 140 A realidade quântica como base da visão de Teilhard de Chardin e uma nova concepção da evolução biológica . O artigo é de Lothar Schäfer. cadernos IHU ideias, N° 45 Papa Francisco vai retirar a ‘advertência’ dos escritos de Teilhard de Chardin? Teilhard de Chardin: a Igreja que reabilita o jesuíta darwinista. Artigo de Alberto Melloni A visão de Pierre Teilhard de Chardin. Um mundo em mudança Teilhard de Chardin na oração inter-religiosa desta semana Teilhard de Chardin na oração inter-religiosa desta semana Teilhard de Chardin na oração inter-religiosa desta semana Teilhard de Chardin, um homem extremamente
Pierre Bühler: “Foi o Papa e não Lutero quem provocou a rutura”
António Marujo – 14.01.2018 Foto: Tiago Miranda Nascido em 1950, é professor emérito de teologia da Universidade de Zurique. Um dos mais importantes especialistas europeus em Lutero, esteve em Lisboa no recente congresso internacional que assinalou os 500 anos do início da Reforma protestante
Na Igreja de Francisco as raízes de 1968. Conversa com Andrea Grillo
MATTEO ANGELI 24/01/18 Naquela época houve o início de uma tentativa de diálogo com a modernidade. “Depois de cinquenta anos, ainda estamos no meio de uma situação de mal-estar”, explica o professor de teologia e de filosofia da religião.
As leigas não existem só para obedecer
Lucetta Scaraffia – 16.01.2018 In L’Osservatore Romano Trad.: SNPC -Imagem: “Tête de femme”|Picasso “Como farão os sacerdotes sem estas preciosas ajudantes? É uma pergunta que nos devemos colocar, antes que a situação se precipite. Até porque, numa comunidade paroquial, a voz das mulheres pode levar um contributo essencial”
Dura crítica ao papa Francisco de um dos seus principais assessores pelo caso Barros
O arcebispo de Boston, assessor em matéria de abusos sexuais clericais, criticou as atitudes do Papa em defesa do polêmico bispo chileno Barros, acusado de ter encoberto violações. Cardeal Sean Patrick OMalley, APLIMA AP
O bem viver ancestral. Uma cosmovisão indígena
Embora a menção possa ter passado despercebida para a maioria, não o foi para o povo mapuche e as comunidades originárias andinas. Não foi por ingenuidade que o Papa incluiu a expressão em sua homilia. Durante a etapa chilena de sua viagem e falando em Temuco, Francisco disse que “somos chamados ao bem viver (Küme Mongen), como nos recorda a sabedoria ancestral do povo mapuche”.