A fome e o bife de ouro

Roberto Malvezzi (Gogó) – 08 dezembro 2022 No local, os jogadores da Seleção no Catar pagaram um prato avaliado em R$ 9 mil. Vinícius Jr, Éder Militão, Bremer, Gabriel Jesus além de Ronaldo Fenômeno, foram um dos nomes brasileiros a estarem no local/ Foto: Divulgação.

Bento XVI: tantas dúvidas e medos sobre o Concílio na época, ao contrário, foi necessário

. Salvatore Cernuzio – Bento XVI – Foto: Reprodução . Carta do Papa emérito ao presidente da Universidade Franciscana de Steubenville, nos EUA, por ocasião do Simpósio Internacional de Eclesiologia de Ratzinger: “No início, o Vaticano II parecia perturbar e abalar a Igreja mais do que dar-lhe uma nova clareza para sua missão. Seu poder positivo está surgindo lentamente”

Fome: a ONU vê o dedo do agronegócio

OUTRASMÍDIAS – ALÉM DA MERCADORIA Por Bert Schouwenburg, no Morning Star, com tradução na – 06/09/2022/ Foto: DAQUI Relatório aponta aumento crítico de insegurança alimentar em 2021, com estimativas de até 828 milhões de famintos. Documento reconhece ser urgente combater restrições do modelo agrícola atual e sugere transição agroecológica.

Gorbachev: desprezado pelos russos, amado pelos alemães

POLÍTICARÚSSIA Ingo Mannteufel  – 30 agosto 2022 | Foto: DAQUI Mentor da Glasnost e da Perestroika é visto como o principal responsável pelo fim do império soviético, o que lhe rendeu o desprezo no próprio país e a idolatria no Ocidente.

Francisco, a voz da dissidência

“O Papa está convencido de que a única saída é ‘parar e negociar’”   Francisco, a voz da dissidência Jesus Martinez Gordo | 07.08.2022 – Fotos: Religión Digital “Ele está convencido de que a única saída é ‘parar e negociar’, já que ‘poucos poderosos decidem e enviam milhares de jovens para lutar e morrer’, tornando-os ‘cúmplices do mal’” “Não me surpreende que esta posição desagrade profundamente muitas pessoas e instituições, dados os muitos interesses em jogo” “E não me surpreende que essas palavras de Francisco, como outras do gênero, tenham muito pouca cobertura da mídia. É preferível se entreter, por exemplo, especulando sobre quando ele vai renunciar ou por que Dona Letizia não cruzar-se”

Medo do Opus Dei?

Opus Dei Antonio Aradilhas – 03.08.2022 Tradução: João Tavares Opus é o objeto e sujeito do medo. “Mexer” com a Opus, ou não seguir as orientações informativas segundo os critérios dos responsáveis, equivalia a algo como assinar uma sentença de prisão perpétua, na profissão de jornalista Nas dioceses, às vezes também no Governo Civil e, claro, na Cúria Romana, o Opus não se coibiu de ser e agir como o “todo-poderoso” com todas as suas consequências divinas e humanas “ Não poucos sofreram marginalização e séria frustração em suas respectivas profissões ou ofícios, com a imperdoável necessidade de buscar a ajuda de profissionais de psiquiatria ou ciências afins

Com 1 milhão de assinaturas, Carta pela Democracia mostrou unidade contra ataques de Bolsonaro

Nara Lacerda, 11.08.2022 Ato em defesa do estado democrático de direito aconteceu na Faculdade de Direito da USP, no centro de São Paulo. (Foto: Igor Carvalho | Brasil de Fato) 12 Agosto 2022   Ato na Faculdade de Direito da USP reuniu movimentos populares, intelectuais, trabalhadores e mercado.   Manifestação pela democracia durante leitura da Carta às Brasileiras e Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito. Foto: Pedro Stropasolas | Brasil de Fato   A reportagem é de Nara Lacerda, publicada por Brasil de Fato, 11-08-2022.   Com mais de um milhão de assinaturas, a Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito foi lançada oficialmente nesta quinta-feira (11). No ato estiveram presentes milhares de pessoas e diversas instituições ligadas a diferentes vertentes políticas e sociais.   No prédio da SanFran, como é apelidada a construção, estiveram trabalhadores e trabalhadoras, empresariado, estudantes, intelectuais, juristas, políticos e políticas e representantes das principais lutas populares do Brasil.   O evento de leitura da carta – que aconteceu na Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco, em São Paulo – foi marcado pela unidade de movimentos e personalidades. Na primeira parte do ato, no Salão Nobre da faculdade, foi realizada a leitura do manifesto da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que teve apoio de cerca de cem instituições.   Em seguida, os participantes se deslocaram para o Pátio das Arcadas, onde se juntaram a um público maior para a leitura da carta em Defesa do Estado Democrático de Direito.     Sem citar nomes, a carta alerta a sociedade sobre os riscos de ataques ao sistema eleitoral do Brasil que vêm sendo protagonizados pelo presidente Jair Bolsonaro e por sua base de apoio. Em menos de um mês de divulgação, o documento alcançou mais de 970 mil de assinaturas, número que segue crescendo.   No texto, a ideia de diversidade que permeou o evento de leitura estava antecipada e prevista. “Nossa consciência cívica é muito maior do que imaginam os adversários da democracia. Sabemos deixar ao lado divergências menores em prol de algo muito maior, a defesa da ordem democrática“, diz um trecho da carta.   Nesta quinta-feira, enquanto centenas de pessoas se manifestavam do lado de fora da SanFran contra Bolsonaro, o aumento das desigualdades, a fome, o desemprego e a crise no Brasil, o reitor da USP, Carlos Gilberto Carlloti, abriu a cerimônia endossando o caráter democrático da ocasião.   “Somos partidários da democracia e da liberdade. Após 200 anos de independência do Brasil, deveríamos estar pensando no nosso futuro, em como resolver problemas graves na educação, na saúde, na economia, mas estamos voltados a impedir retrocessos. Espero que essa mobilização nos coloque novamente no caminho correto.”     Na sequência o professor e advogado Oscar Vilhena Vieira, que representa a Comissão Arns, ressaltou em seu discurso que 60 milhões de trabalhadoras e trabalhadores estavam representados no evento por meio dos sindicatos, assim como setores da economia e movimentos sociais.   Nas palavras dele, o grupo foi capaz de transcender diferenças de “maneira sublime e generosa” para enfrentar a gravidade do momento que o país vive.   “Este não é um manifesto partidário, mas um momento solene no qual as principais entidades da sociedade civil brasileira vêm celebrar o seu compromisso maior com a democracia e com o estado de direito, mas sobretudo com a soberania popular, porque é essa que está sendo questionada de maneira vil neste momento”, afirmou Vieira.   Representando trabalhadoras e trabalhadores, a secretária de formação da CUT São Paulo, Telma Aparecida Andrade, foi a primeira mulher a falar no evento. Emocionada, ela celebrou a unificação do ato e foi firme ao destacar que o Brasil não aceitará ataques à democracia.   “Aqui tem a unidade, não só de trabalhadores e trabalhadoras, mas de todas as organizações sociais do nosso país. Essa carta reflete a realidade que vivemos, a atual conjuntura, a carestia, a perda dos postos de trabalho, as pessoas não terem condições de ter uma renda mínima para sustentar suas famílias. Pelo retorno da comida já nas mesas de trabalhadores, trabalhadoras e de todas as famílias desse país.”   Apesar da chuva, ato contou com a participação de milhares de pessoas. (Foto: Igor Carvalho | Brasil de Fato)   Beatriz Lourenço Nascimento, advogada que atua na luta antirracista, leu o manifesto da Coalizão Negra por Direitos. O texto condiciona a defesa da democracia à erradicação do racismo e levou ao evento a necessidade de reverter um dos pontos estruturais mais perversos da história brasileira. “Sejam coerentes, pratiquem o que discursam, unam-se a nós” conclamou.   O texto da coalizão lembra que a luta do povo preto pela democracia é histórica e determinante para os rumos do país, “Em nosso passado, formamos quilombos, forjamos revoltas, lutamos por liberdade, construímos a cultura e a história deste país. Hoje, lutamos por uma verdadeira democracia, exercício de poder da maioria.”   Milhares de pessoas se reuniram no Largo de São Francisco em apoio à democracia. (Foto: Igor Carvalho | Brasil de Fato)   Francisco Canindé Pegado, representante da União Geral dos Trabalhadores lembrou a constituição brasileira e destacou que a caminhada brasileira rumo à democracia não será interrompida.   “Este documento, institucional e plural, não é um documento partidário, mas também não é um bilhete ou uma cartinha como alguém insinua. Haja vista que todas as assinaturas que apoiam esta carta, se colocadas em linha reta alcançam aproximadamente 70 mil metros. Para termos noção, a extensão da Esplanada dos Ministérios tem apenas 16 mil metros. Respeitem esta carta. Esta carta é um documento para nós que é uma verdadeira peça de artilharia de longo alcance.”   A constituição também foi citada por Miguel Torres, presidente da Força Sindical, que convidou quem estava no local a fazer uma votação nos moldes das consultas realizadas nos movimentos sindicais.   Ato defendeu as instituições democráticas e o processo eleitoral. (Foto: Pedro Strapasolas | Brasil de Fato)   Ele sugeriu que uma assembleia plena e continuada siga até as eleições, numa vigília pela democracia. Como resposta, participantes ergueram as mãos dadas, em um momento emocionante do evento.   “Não podemos imaginar o país continuar sofrendo ataques de hora em hora ao sistema eleitoral, à sociedade civil organizada, aos nossos direitos. Não podemos admitir que um presidente não respeite a constituição que ele jurou respeitar. Temos que manter essa unidade. Se respira aqui dentro a liberdade, a luta, a resistência e a democracia. Por isso, não é um

A prévia do G20 de 2022 e a nova bipolaridade

Bruno Beaklini – 13 Julho 2022 | Foto: DAQUI  “A reunião do G-20 evoluiu nos últimos vinte e três anos, buscando um espaço para debater também o desenvolvimento dos mercados em ascensão, as potências médias e seu jogo de força indo de encontro com as instituições de Bretton Woods e os vitoriosos da Guerra Fria“, escreve Bruno Beaklini (Bruno Lima Rocha Beaklini), cientista político e professor de relações internacionais de origem árabe-brasileira, editor dos canais do Estratégia & Análise, em artigo publicado por Monitor do Oriente Médio, 11-07-2022.