“Sem a via da misericórdia tudo se enfraquece”
Em seu artigo “Via da misericórdia”, o arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira afirma que a humanidade precisa ser banhada por um novo bálsamo – o bálsamo da misericórdia, que é muito antigo, mas sempre atual. “Antigo por ter suas raízes plantadas na eternidade. Novo e necessário porque a humanidade depende dessa fonte inesgotável, que é o amor de Deus”, explica. Para o bispo, o rosto desse amor misericordioso está próximo de cada pessoa – é Jesus Cristo. “Nele, o Filho de Deus, a misericórdia divina, se torna visível, mostrando que o seu Pai é o Pai de todos, Deus amor”, declara.
A difícil articulação entre o Jesus da fé e o Jesus da história.
O Jesus da fé. Sem dúvida, a pergunta fundamental acerca de Jesus continua sendo: Quem é Jesus para mim hoje? Onde encontro Jesus? Como? Eis a pergunta deveras mais importante. O primeiro escritor cristão, Paulo de Tarso, que começa a redigir suas cartas apenas vinte anos após a morte de Jesus, não demonstra interesse em conhecer a biografia de Jesus de Nazaré, mas vai direto ao âmago: quem é esse Jesus, que aprendi a conhecer entre militantes de seu movimento? O que ele traz para minha vida? A resposta de Paulo, que repercute por séculos: Jesus é liberdade, amor, universalismo. Eis o primeiro Jesus da fé.
Marco Aurélio volta a criticar censura: “Mordaça. Isso não se coaduna”
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, voltou a criticar a censura imposta pela Corte à revista Crusoé e ao site O Antagonista. Na terceira declaração sobre o caso, Marco Aurélio disse, nesta quinta-feira (18/04/19), que a decisão de Alexandre de Moraes, de retirar do ar reportagem sobre o presidente do tribunal, Dias Toffoli, foi antidemocrática.
Quinta-feira santa
Tomai e comei: isto é o meu corpo. Tomai e bebei: Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, derramado em favor de muitos. Textos da liturgia da eucaristia, Ex 12,1-8.11-14: Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egipto: “Este mês será para vós o princípio dos meses; fareis dele o primeiro mês do ano. Falai a toda a comunidade de Israel e dizei-lhe: No dia dez deste mês, procure cada qual um cordeiro por família, uma rês por cada casa.
Se Deus está morto, tudo é permitido?
“A política não nos conseguirá salvar mais.” Essa frase, dita por René Girard em 2012, durante uma entrevista, demonstra que ele “era meio pessimista em termos de política”, frisa Michael Kirwan na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail.
A prática do sacrifício, hoje, é a prática da barbárie
Xabier Etxeberria Mauleon analisa o nazismo e o atual jihadismo como expressões sacrificiais. A partir das filosofias de Kant, Kierkegaard, Lévinas e Girard, examina a gênese dessas práticas em nossa sociedade.
CRISTO VIVE!
Em várias ocasiões o Papa Francisco provocou as multidões a cantarem uma canção que corre o mundo, com poucas palavras e conteúdo profundo e definitivo: “Vive Jesus o Senhor, vive Jesus o Senhor! Ele vive, vive, vive, vive, vive Jesus o Senhor”. Recentemente publicou a Exortação Apostólica Pós-Sinodal chamada “Christus vivit”, com esta proclamação fundamental, que ressoa para todos nós, nesta Páscoa. De fato, assim diz o Apóstolo: “Se com tua boca confessares que Jesus é Senhor e, no teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” (Rm 10,9). Nossa fé se renova nestes dias, conduzindo-nos ao coração da vida cristã, que se atualiza na Páscoa. Este é o nosso desejo, estes são nossos votos pascais.
Contemplar para compreender, entender a si mesmo para fazer o bem
O mal não existe tão somente em suas formas escancaradas. É, também, sutil e ardiloso, tem seu feitio banal e quase invisível. O pensamento e a tentativa de compreensão de nosso espaço no mundo requer, como sugere Miroslav Milovic, recuperando os gregos antigos, a contemplação. “(…) Como pensa Sócrates, para agir precisamos saber o que é o mundo, o logos dele. Precisamos entender o que é a própria natureza para poder nos entender. Por isso este olhar teórico, a vida contemplativa tem a primazia para os gregos”, explica o professor, em entrevista por e-mail à IHU On-Line. “É o caminho para conhecer o Bem. Simvalein é o verbo grego que ilumina este caminho do essencial. Sair deste caminho, indo para o particular, significa se aproximar do Mal. Diavalein é o verbo que aparece por aqui. E é a origem da palavra diabo, da metáfora do Mal”, complementa.
Francisco e a sombra de Ratzinger, a coexistência que pesa sobre o Vaticano
Há seis anos, a renúncia do pontífice alemão ao Trono de Pedro levou à eleição de Bergoglio: um caso único na Igreja. As “notas” de Bento XVI sobre a pedofilia abrem a questão “constitucional” e provocam acusações contra o seu entourage
A grande beleza do Universo em expansão e a Teoria da Relatividade de Einstein.
O físico e o artista trilham caminhos diferentes, mas rumam para o mesmo lado: a grande beleza. No fundo, parece ser o belo que nos leva a construir uma ética que possa ser compatível com o nosso espaço-tempo. Pensar os fenômenos da física é pensar o ser humano. “Acho que os ensinamentos mais importantes da física são (1) que não devemos acreditar muito na intuição direta: devemos estar prontos para mudar a mente, e (2) não devemos acreditar no que as gerações anteriores pensavam: elas sabiam muito pouco, menos ainda do que nós”, sustenta o professor e pesquisador Carlo Rovelli, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.