Núncio Coppola reconhece “venenos” na Igreja do México

Pediu mais flexibilidade para servir os jovens, união para trabalhar com leigos e priorizar mulheres e pobres na Igreja Católica. Cuautitlan Izcalli, Estado de México. – O representante do papa Francisco no México, Franco Coppola, enviou  a sua tradicional mensagem aos membros da Conferência Episcopal Mexicana (CEM), reunidos em Assembleia Plenária de 29 de abril a 3 de maio. O Núncio Apostólico partilhou com os mais de 130 bispos reunidos, as três prioridades do pontífice argentino para a Igreja da América Latina e fez uma crítica ao ‘clericalismo’, às elites, ao intelectualismo e à incensação da hierarquia que se vivem e são costumeiras  na Igreja Católica mexicano

Mia Couto: “Doeu ver como África e Moçambique ficaram tão distantes do Brasil”

O escritor moçambicano conversa com o EL PAÍS sobre escrita, política e o ciclone Idai, que quase destruiu sua cidade natal e demorou a ser notado pelos brasileiros Antes de aprender a ler livros, Mia Couto (Beira, Moçambique, 1955) aprendeu a ler a terra. A grande diversão de seu pai, um poeta que teve que exilar-se de Portugal devido a perseguições políticas, era passear com os filhos ao longo da linha do trem para buscar pequenas pedras brilhantes no meio da poeira. “Ele ensinou-nos a olhar para as coisas que pareciam sem valor. E, sem nunca nos obrigar a ler, ensinou-nos a ler a vida”, conta António Emílio Leite Couto —Mia é um pseudônimo— em uma sala de reunião de um arranha-céu de São Paulo. Com uma camiseta azul (um tanto amassada) da mesma tonalidade de seus olhos e uma calça jeans, o escritor parece haver caído de repente no espaço onde, no recinto ao lado, homens e mulheres em blazers e paletós discutem negócios. Por vezes, as vozes do grupo elevam-se, ainda que sutilmente, mas o suficiente para contrastar com o tom monocórdio e pausado do escritor moçambicano, que, em sua fala tranquila, constrói elucubrações literárias e metáforas a cada segundo.

Sentimentos fraternos estão na UTI psiquiátrica

O mito da mãe perfeita tem origem no romance pedagógico Emílio ou Da Educação, escrito pelo filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau. Essa obra, publicada em 1762, serviu, segundo a psicóloga Denise Regina Quaresma da Silva, “de ponto de partida para as teorias de todos os grandes educadores dos séculos XIX e XX, pois sua difusão e aceitação provocaram uma transformação fundamental no modelo familiar, colocando o amor materno no cerne dessa instituição”. Entre as ideias defendidas por Rousseau, destaca-se a de que “somente as mães deveriam amamentar e criar seus filhos, criticando as amas de leite, que eram aceitas na época”. Na obra, explica, o filósofo “recriminava as mães que tinham outros interesses para além da maternidade. Para Rousseau, a maternidade era natural, obrigatória e instintiva, o que passou a reforçar a crença da maternidade como um atributo natural e tradicional das mulheres”.

Congo, onde as crianças acabam nas minas

O preço mais alto para garantir que o mundo desenvolvido possa reduzir os gases de efeito estufa por meio de carros elétricos é pago pelos garotos do país africano. Nas minas de cobalto, o mineral indispensável para as baterias, morre-se a troco de um dólar por dia. A corajosa experiência das irmãs do Bom Pastor

O difícil encontro em cristãos e muçulmanos

Para a metade dos cristãos da Europa ocidental, o Islã é incompatível com a cultura e os valores da própria nação. 30% não estão dispostos a aceitar um membro da família muçulmano. Para 25%, os imigrantes do Oriente Médio são desonestos. Perdendo apenas para Portugal a taxa de cristãos entre a população (80%, a metade dos quais praticantes), a Itália é o país com a maior percentual daqueles que gostariam que a imigração fosse reduzida (52%). Entre os cristãos da Europa ocidental, os italianosestão no topo do ranking da negatividade sobre muçulmanos e imigrantes.

Em um feito histórico, Igreja beatifica quatro vítimas da ditadura militar

Com uma grande cerimônia, a Igreja beatificou neste sábado em La Rioja o bispo Enrique Angelelli, os sacerdotes Gabriel Longueville e Carlos de Dios Murias e o pai de família Wenceslao Pedernera. É um feito histórico para o país já que são os primeiros mártires da Igreja na Argentina reconhecidos oficialmente pelo Vaticano que foram vítimas da última ditadura militar.

OBEDECER A DEUS

Após a Ressurreição e Ascensão de Jesus e a descida do Espírito Santo, no Pentecostes, começou a maravilhosa aventura da Igreja, chamada por Deus e atuar como sal, luz e fermento na sociedade. Os Atos dos Apóstolos retratam a vida das primeiras Comunidades, com os percalços havidos no confronto com os costumes, legislação e prática religiosa existentes na Palestina daquele tempo. Depois, especialmente através do ministério de Paulo, ampliaram-se os horizontes e os problemas afloraram. Tratava-se do ambiente helênico e romano, com hábitos e cultura diferentes. Trata-se de adequar-se a cada ambiente, sem perder a originalidade da graça do cristianismo, tarefa que acompanha a Igreja no correr dos séculos.

A “ficção” por trás da ideia do “Papa Emérito”

A história das renúncias papais remonta à Idade Média, quando normalmente os papas não se demitiam por livre vontade, mas eram obrigados a isso por concílios, por facções rivais da aristocracia romana ou por estratégias de potências europeias. Naquela época, o papado era notado mais pela sua importância política do que pelo seu cuidado pastoral ou pelo seu ministério eclesial.

A igreja, a pedofilia e o tabu do celibato

(Alexander Stille) A Igreja Católica ao mesmo tempo em que tenta de enfrentar o escândalo dos padres pedófilos – discutindo as medidas a serem tomadas em casos de abuso sexual e  as responsabilidades dos bispos – recusa-se a resolver o problema de fundo: o fato de que a instituição do celibato está falida. Segundo algumas pesquisas, muitos padres são sexualmente ativos, alguns com mulheres, outros com outros homens, outros com menores. Um clero que tem tantos esqueletos nos armários não está em posição favorável para disciplinar os casos de predação sexual.