Theresa May: o Brexit a trouxe ao poder e o Brexit a derrubou

Patrícia Viegas – 24 Maio 2019  Foto: O Globo Theresa May, de 62 anos, recebeu de David Cameron o presente envenenado do Brexit em 2016. Sobreviveu a umas eleições antecipadas, a duas moções de censura, uma dos deputados do seu partido e outra do Labour, a três derrotas do seu acordo do Brexit com a UE27 e a todo o tipo de críticas, acusações e piadas. A pressão tornou-se insuportável e esta sexta-feira anunciou a demissão em frente ao N.º 10 de Downing Street

Emergência climática: milhões de jovens hoje na rua para “serem ouvidos”

António Marujo | 24 Mai 19 Foto: Jovens em São Francisco (EUA), em Março: o clima está a mudar, porque não mudamos nós?, pergunta o cartaz à esquerda; e à direita: “Um bom planeta é difícil de encontrar” /  © Intothewoods7/Wikimedia Commons.  Já fui em Março e esta é uma boa oportunidade de os estudantes serem ouvidos”, diz  ao 7MARGENS Violeta Guerreiro, jovem de 13 anos, que esta sexta-feira participa na manifestação da greve pelo clima que, um pouco por todo o mundo, levará milhões de jovens à rua para pedir medidas mais enérgicas na luta contra a emergência climática.

Após escândalos sexuais, Dom Vilson, Bispo de Limeira, pede demissão

Americana – Na manhã desta sexta-feira (17/05/2019), Dom Vilson Dias de Oliveira renunciou ao cargo de Bispo da Diocese de Limeira, que ocupava há 13 anos. Em sua carta se renúncia, que foi aceita pelo Papa Francisco, no Vaticano, Vilson declara: “Queridos irmãos e irmãs, nesses últimos meses enfrentamos todo tipo de cruzes, por meio de ataques à nossa Igreja Particular de Limeira, a mim e a vários presbíteros. Reconheço minhas limitações… Sinto-me pequeno”.

Cardeal ‘Fix It’: o trabalho de Esmoler é modelar a caridade diretamente

Uma placa no centro “Uma Família Feliz” para refugiados na ilha grega de Lesbos aponta para um pequeno barraco  onde as pessoas podem consertar bicicletas ou outros itens.  O cardeal Konrad Krajewski visitou o centro e os homens que trabalhavam no barraco, em 9 de maio de 2019. (CNS photo / Cindy Wooden) Ver VATICANO-CARTA-CARIDADE 14 de maio de 2019.

A SOLUÇÃO VEM DO ALTO

Nossa sociedade propaga de todas as formas as novidades que a caracterizam, tanto tecnológicas como comportamentais. Afirma-se à exaustão as vantagens de vivermos numa sociedade laica, considerando-a mais progressista porque liberta de amarras religiosas ou a ela incorporadas pela força da tradição. Atualizada seria uma pessoa sem religião, sem limites em suas escolhas e, infelizmente podemos dizer, sem referências éticas e morais. Confunde-se laicidade com ateísmo. Trata-se de fazer o que se bem entende e basta. Qualquer questionamento pode ser considerado assédio moral e gerar processos, condenações e indenizações. Carregando as tintas, podemos encontrar em tantas pessoas a busca de um “liberou geral”. O resultado já é desastroso em muitos ambientes e parece que a sociedade deverá desmoronar totalmente para que, quem sabe, olhe para dentro e para o alto.

A nova direita reflete uma sinergia entre modernidade e conservadorismo.

Muito mais do que uma mudança política, a emergência “de uma nova onda de supostos governos de direita” sinaliza que está em curso uma “mudança cultural” caracterizada pela “sinergia” entre modernidade e conservadorismo, afirma Carlos A. Gadea à IHU On-Line. Um dos traços que indica essa mudança, menciona, é a “renovação da esfera privada como âmbito privilegiado da vida cotidiana”. Segundo o pesquisador, embora a nova direita torne público muitos dramas privados, ela vai “à esfera pública para reivindicar a esfera privada, para assinalar que no seu retorno é possível achar as fórmulas que corrigiriam os desvios sociais e culturais desta acelerada, flexível, volátil e banalizada vida contemporânea”. Trata-se, portanto, “de uma discussão sobre os contornos da esfera pública e a esfera privada, sobre seus diferentes pesos na vida individual e social, e em definitivo, sobre o contraproducente efeito cultural de politizar a vida cotidiana”, explica.

RUMO AO SÍNODO SOBRE A AMAZÔNIA

Entrevista com o card. Cláudio Hummes Em 15 de outubro de 2017, o Papa Francisco convocou um Sínodo Especial para a região pan-amazônica em Roma, indicando como seu principal objetivo “encontrar novos caminhos para a evangelização daquela parcela  do povo de Deus, especialmente dos indígenas, muitas vezes esquecidos e sem a perspectiva de um futuro sereno, devido também à crise da floresta amazônica, pulmão de fundamental importância para o nosso planeta”.  Em 8 de junho de 2018, foi publicado  o documento preparatório [1] .

Irmã Dulce: Vaticano reconhece milagre e beata vai virar santa

Com o novo decreto assinado pelo Papa Francisco, reconhecendo um segundo milagre da então beata Irmã Dulce, a religiosa será proclamada santa. As informações são do “Vatican News”, canal oficial de comunicação do Vaticano. O site afirma que a cerimônia acontecerá em “solene celebração de canonizações”. Conhecida como “O Anjo bom da Bahia”, Maria Rita Lopes de Souza Brito, a Irmã Dulce, é recordada por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados. Ela nasceu em Salvador, no dia 26 de maio de 1914 e faleceu no mesma cidade, em 22 de maio de 1992.

As periferias na Igreja O lugar dos recasados ou uniões de fato na Igreja

Pe. José Luís Rodrigues – 26/04/2019. Foto: João Tavares A mensagem central do Papa Francisco vai sempre, na direção de uma Igreja «em saída», porque é a «única possível, segundo o Evangelho». Francisco convida a «nunca perder o contato com a realidade», por considerar que isso faz parte do testemunho cristão: «Na presença de uma cultura dominante que coloca em primeiro lugar a aparência, aquilo que é superficial e provisório, o desafio é escolher e amar a realidade». O Papa ressalva insistentemente a importância de manter o olhar «fixo no essencial», porque «os problemas mais graves» para a Igreja «surgem quando a mensagem cristã é identificada com aspetos secundários que não refletem o coração do anúncio». «Num mundo em tão rápida transformação, os cristãos têm de estar disponíveis para procurar formas e modos de comunicar, com uma linguagem compreensível, a perene novidade do Cristianismo» (Papa Francisco em várias das suas mensagens). É este o enquadramento geral, como apelo a todos os grupos e movimentos religiosos, comunidades, dioceses e outros. Vamos nesta linha de desafio desbravar algumas periferias:

Jovens, a complicada equação entre trabalho e crime

Emergiu com força, nos últimos meses, a retomada de um vocabulário bélico em que a solução para questões sociais profundas reside na “guerra” como categoria sociológica e como controle de pessoas e territórios. Isso leva a pensar as políticas públicas não a partir de um dado concreto sobre a violência, mas a partir do imaginário da sensação de violência, em que populações menos vulneráveis acabam agenciando as políticas de segurança pública, normalmente defendendo o recrudescimento da violência contra os marginalizados. “Alguém exposto a toda uma série de violências e violações por vezes consegue levar sua vida sem entrar em pânico. Isso porque a sensação de segurança é diferente da segurança”, argumenta Daniel Hirata, em entrevista por e-mail à IHU On-Line.