O Estado Islâmico: só religião para tanta violência
“Alguns poderiam dizer que o que o EI está fazendo não é religião, mas sim política. Só que para eles, não existe essa distinção entre religião e política. Na verdade, essa separação é uma “invenção” do mundo moderno Ocidental”
Mudar radicalmente a religião
Frei Bento Domingues, O.P – 22 fevereiro 2015 1. Não tive condições para seguir as cerimônias que envolveram a nomeação dos novos “príncipes da Igreja”. Um amigo, pouco dado a críticas à hierarquia eclesiástica, manifestou-me, no entanto, o seu desapontamento.
Crentes e ateus críticos
No presente estado do conhecimento e do saber científico, impõe-se, contra o dogmatismo, uma atitude crítica, tanto por parte dos crentes como dos ateus. Refiro-me aos crentes e aos ateus que sabem o que isso quer dizer. Esta foi a mensagem fundamental deixada pelo jesuíta Javier Monserrat, neurólogo e filósofo, das universidades Autónoma e Comillas, de Madrid, nos debates que organizei no Porto, em Coimbra e em Lisboa, por ocasião da publicação do livro que coordenei: Deus ainda Tem Futuro? Deixo aí o essencial das suas exposições.
Fundamentalismo do Ocidente e do Extremo Ocidente
” Os dois Ocidentes imaginam-se os melhores do mundo: a melhor religião, a melhor forma de governo, a melhor tecno-ciência, a melhor cosmovisão. Isso constitui uma forma de fundamentalismo que sugnifica: fazer de sua verdade a única e impo-la aos demais. Essa arrogância está presente no consciente e no subconsciente dos ocidentais.”
Ciência versus religião entre os americanos
Conheça os “Pós-Seculares”: um em cada cinco americanos que parecem ter passado despercebidos nos infinitos debates que opuseram ciência e religião. A reportagem é de Cathy Lynn Grossman, publicada por Religion News Service, 30-01-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
“O Islã ainda espera a sua revolução cultural.”
A cultura do encontro proposta pelo Papa Francisco na Evangelii Gaudium é a chave para uma relação fecunda entre Islã e Ocidente. Mas o mundo muçulmano é chamado para fazer uma revolução cultural para se reconciliar com a modernidade e rejeitar com clareza as sereias do fundamentalismo e da violência.
Um caminho para as três religiões
“Temos falado demasiado e não sabíamos o que dizíamos: palavras como armas, palavras de guerra, desprezo lançado para o Islã… Temos desfigurado uma religião, o Islã, deixamo-la confundida com extremismos que fazem referência a ela, mas que não são muito diversos daqueles presentes ainda hoje em diversas religiões e em ideologias não religiosas”, escreve prior e fundador da Comunidade de Bose, em artigo publicado pelo jornal La Stampa, 18-01-2015. A tradução é de Benno Dischinger.
Para além do “Je suis Charlie” e do “Je ne suis pas Charlie”
É preciso superar a ideia de se posicionar simplesmente no afirmar (Eu sou Charlie) e negar (Eu não sou Charlie), pois o que está em jogo não são simples percepções ideológicas, mas o futuro da humanidade.
Os preparativos para a celebração ecumênica dos 500 anos da Reforma em 2017
Cidade do Vaticano (RV) – Em 2017, luteranos e católicos vão celebrar juntos os quinhentos anos da Reforma Protestante e recordar com alegria os cinquenta anos de diálogo ecumênico oficial conduzido a nível mundial, na esteira do Concílio Vaticano II.
Ecumenismo: entre memória e futuro, a novidade de Francisco
Vittoria Prisciandaro – Terça, 20 de janeiro de 2015 O ano que recém-começou se preanuncia como a vigília de dois eventos que poderia marcar uma reviravolta nas relações entre as Igrejas cristãs: o Concílio pan-ortodoxo em 2016 e o Jubileu da Reforma em 2017.