A casta dos intocáveis ​​rebela-se contra séculos de abusos

Na Índia, pela primeira vez milhares de Dalits em marcha contra a história CARLO PIZZATI – 04/08/2016 Tradução: Orlando Almeida Na Índia, está começando uma lenta revolução sem precedentes. É a revolta dos mendigos, dos garis, dos limpa-fossas, dos últimos e maltratados cidadãos da mais populosa democracia do mundo. Pela primeira vez em muitas décadas, os dalits, membros da casta mais baixa na hierarquia hinduísta, estão se rebelando contra a violência de que sempre foram vítimas.

O maniqueísmo é o ópio dos tolos

O Brasil encontra-se dividido entre as pessoas que pensam como nós (os bons, inteligentes e honestos) e as que pensam diferente de nós (os maus, burros e corruptos) Luiz Ruffato – 30 MAR 2016    Foto: Ricardo Moraes Reuters – Tensão entre manifestantes contrários e a favor ao Governo Dilma, em Brasília, no dia 17 de março.  “O dramaturgo e cronista Nelson Rodrigues definiu certa vez o Brasil como a “pátria de chuteiras”. … O país mudou, o futebol entrou em decadência, e transferimos e aprofundamos nosso ardor para a política.  Envergando a toga da intolerância e sentados na cadeira das certezas absolutas, avaliamos implacáveis uns aos outros, condenando, cegos pelo ódio e pelo ressentimento, todo aquele que de nós ousar divergir, mesmo que minimamente.”

Quem é o inimigo?

by Milly   –   “Fazendo uso da distância histórica que hoje temos de Hitler fica fácil saber quem, entre nós, teria se juntado a ele nos anos 30. É apenas assustador ver vizinhos que até ontem pareciam cordiais e educados fazendo eco a discursos fascistas como os de Trump e sua patota republicana, Marie Le Pen e sua gangue separatista, Alckmin e sua turma de machos-alfa.”

Historiadores e líderes muçulmanos reunidos em Marrocos. A tolerância nas raízes islâmicas

Marrocos,  27 de janeiro de 2016 “O objetivo é o de retomar os princípios da Carta de Medina redigida por Maomé no ano de 622 e considerada a primeira constituição do mundo muçulmano, para afirmar na declaração final, com termos e frases mais modernos e de acordo com a lei islâmica, os direitos das minorias religiosas.  Em Marrakech houve a vontade de combater a filosofia radical, contrapondo-lhe a verdadeira tradição muçulmana.”

  Se o Islã está em busca do “seu” Angelo Roncalli

Francesco Peloso -18/12/2015 “Estou buscando um Angelo Roncalli muçulmano”: precisamos uma autoridade, um líder islâmico, capaz de colocar o Islã no caminho da renovação e aggiornamento, semelhante aquele seguido por João XXIII com o Concílio Vaticano II. Só assim as minorias extremistas e radicais poderão ser vencidas definitivamente.

África Central: o único baluarte contra a loucura da guerra é a Igreja

 «A escolha do Papa Francisco de abrir o Jubileu em Bangui põe em primeiro plano um país desconhecido, com grande necessidade de se deixar converter pela Misericórdia» – Pe Aurelio Gazzera, no Santuário de Fátima. O Ano Santo da Misericórdia será um jubileu “atípico” por muitas razões. Uma delas é a abertura da Porta Santa não só em Roma, mas em todas as dioceses do mundo, em dias diferentes. Ainda mais surpreendente, no entanto, foi a decisão do Papa Francisco de abrir a primeira Porta Santa em Bangui, no dia 29 de novembro, durante a sua visita pastoral à República Centro-Africana.  –   O Jubileu começará assim numa das “periferias” mais esquecidas da terra: um país onde à miséria omnipresente se juntou a tragédia de uma guerra civil que parece um túnel sem saída, completamente ignorado pela comunidade internacional.

O sacrifício da democracia no altar do Capital

“O bom para a maioria dos cidadãos ditos ‘de bem’ é ter patrão, polícia e condutores moralizantes. Essa é a urgência e a necessidade de Estado sob quaisquer circunstâncias”, constata o cientista social Edson Passetti.  Foto: Mídia Ninja Compreender quais são os dispositivos de exceção que determinam a democracia no capitalismo é fundamental para entendermos as questões de fundo que estão por trás dos discursos que fundamentam a aprovação, no Senado, do Projeto de Lei 101/15, o qual dispõe sobre os crimes de terrorismo. Passados pouco mais de dois anos dos levantes de Junho de 2013, a reforma política ficou somente na promessa, mas a definição de quem são os novos inimigos da nação está para sair do forno político. 

O longo caminho em busca do Outro

 “Temos que tentar ir além da simples tolerância e nos esforçarmos para aprender uns com os outros”, afirma o teólogo.   Imagem: geledes.org.br Vivemos em um mundo em constantes e rápidas transformações, mas, afinal, o que ou quem decide o que é tolerável nesse contexto? Longe de ter uma resposta pronta para o tema, Roger Haight, em entrevista por e-mail à IHU On-Line, explica que algumas culturas, inclusive religiosas, definem-se na comparação com outras, o que inclui o ódio a grupos distintos. “Qualquer religião que promova a intolerância de outras religiões acaba por desacreditar-se.

Medo, o triunfo da intolerância

 “A nova forma ‘conservadora’ que toma conta da política brasileira anuncia muitas dores, o que só não é percebido pelos que não estudam a massas urbanas e modernas. Pregar a extinção de outras crenças e culturas é uma regressão cultural que equivale ao feito pelo nazismo e pelo estalinismo no século XX”, afirma o professor Roberto Romano.